O Doído Adeus

E o primeiro mês de 2021 foi-se embora, mas vamos falar de 2020?! Então, que 2020 foi uma bosta de ano. BOSTA! Sim, tenho coisas para celebrar que ocorreram em 2020, mas olha, nem que eu tente ‘Pollyanar,’ eu consigo fechar 2020 com saldo positivo.

Sabe aquela primeira pergunta cordial quanto você conversa: tudo bem? Minha resposta padrão é: Eu estou. Assim, uma sentença incompleta. Em um único minuto estou bem e estou mal.

O ano que passou foi exaustivo e tivemos dois momentos bem marcantes para nossa famíla: em Junho, nossa família aumentou. O pequeno Froggy chegou em meio a pandemia. Em Outubro, tivemos que dizer adeus à nossa Lua. E olha, 4 meses depois, a ferida está escancarada. Ainda dói, muito. Então vamos falar de Lua em mais um passinho no meu processo de elaborar o luto.

Lua chegou em minha vida em 2009. Um ano de um mundo de incertezas, grandes passos na minha vida pessoal e o ano que sabia que precisava de uma companheira peludinha para me ajudar na minha jornada no Tio Sam. Foi amor à primeira vista e mesmo não sendo a intenção inicial, Lua veio para casa comigo no mesmo dia que a conheci.

Arquivo Pessoal

Dividi muito sobre a Lua aqui no blog. Tivemos grandes sustos com ela, mas Lua lutou bravamente contra cada problema que apareceu no caminho.

Lua acompanhou nossa gravidez e chegada do Pandinha.

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Lua acompanhou minha gravidez e perda gestacional.

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Lua acompanhou minha gravidez e chegada do Froggy e sua história com nossa família se encerrou pouco depois.

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Lua foi a melhor amiga do Pandinha e vocês não fazem ideia de quão difícil é para ele não ter mais sua companheira.

 

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Nossa pequenina estava bem, mostrando alguns sinais de velhice mas bem saudável para idade e seu longo histórico médico. Começo de Setembro, notei uma leve irritação no olhinho dela. Lua já teve conjuntivite várias vezes, então nada muito suspeito. Dois dias depois, percebi um cisto em sua pálpebra e decidimos levar ao médico. Colírio prescrito, voltamos para casa, Mais dois dias, em um olho apareceu uma mancha de sangue na íris. Corremos para o hospital. Médico não conseguiu identificar a causa e mudou colíro. Volta para casa, dia seguinte percebo ela com dificuldade para andar. Parecia que estava com dor. Como ela tem problema de coluna, novamente, não levantou nenhuma grande suspeita. No dia seguinte, estou lavando roupa quando vejo uma mancha de sangue no chão. Primeito insitinto foi de que sangue era de algum dos humanos mas ví depois que era da vagina da Lua. Voltamos para o hospital. Vários exames e passa antibiótico para tratar infecção urinária. Novamente, comum no histórico médico da Lua. Eu começo a perceber vários pequenos carocinhos no corpo dela. Todos externos. Parecem pequenas bolhas de sangue. Médico de novo, nenhuma suspeita especifica. Neste meio tempo, ela perdeu completamente a visão e andar foi ficando mais e mais dificil. Veterinário a cada dois dias. Os dois olhos dela ficaram com a iris coberta de sangue. As bolhas pelo corpo foram se espalhando mais e mais. Faz teste de aspiração e resultado volta inconclusivo. Em 23 dias, Lua foi de uma cachorra saudável para uma cachorra que não enxergava, sangrava pela vagina e olhos e não conseguia mais andar. Hipótese de que era algum câncer ou doença auto-imune. E a única certeza, era hora de dizer adeus. Marcamos a eutanásia. Tiramos o dia anterior de folga e ficamos nós 5 em casa. Aproveitamos cada minuto com ela. No dia seguinte seguimos para o hospital pela última vez como família de 5.

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Ainda choramos muito. Pandinha está processando o que pode da melhor forma que sua cabecinha de 6 anos consegue fazer. Todos sentimos muita falta da Lua. Eu sei que um dia a dor vai amenizar, para todos nós, até lá, a gente segue se agarrando nas memórias boas para poder sorrir no meio de tanta dor.


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