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Showing posts with the label Divagações

Novo Capítulo Comunitário

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Hoje, 20.01.2021 é a inauguração do novo presidente dos Estados Unidos. Foi necessário muito estômago para lidar com os últimos quatro anos. E para a outra parte da população, muita acrobacia mental para continuar defendendo o indefensável e neste tempo, não sei quanta reflexão existiu de todos os lados. Faz quase 14 anos que minha história nos EUA começou. E aprendi muito nestes anos. Sobre o país, sobre as pessoas, sobre a cultura... Já dividi aqui no blog o mundo de preconceitos e estereótipos que tinha contra o país e muitos deles foram estraçalhados, outros nem tanto. Neste meio tempo em que aprendia sobre o país, eu também aprendi sobre mim, sobre quem sou, sobre quem quero ser, sobre uma forma diferente de olhar para tudo ao meu redor... Eu tive bastante tempo para refletir sobre muitas coisas e continuo aprendendo. E este post é sobre parte das reflexões neste dia marcante de tantas formas diferentes para cada um que mora neste país. Os EUA é um país excelente, com muitas qua...

Oi!!

Ano novo, vida nova... Ha! Nunca comecei um ano pensando desta forma e não é agora que vou começar maaaasss faz mais de dois anos que não dou as caras por aqui, então tem muita coisa nova para dividir.  Eu nunca planejei ficar tanto tempo afastada do blog. Também nunca planejei escrever no blog por tantos anos rsrs  Neste hiato gigante, eu fiz alguns rascunhos e decidi que agora estou pronta para escrever de novo. Sei que muita coisa mudou na blogosfera e que muita gente que me seguia nem está por aqui mais, mas quero escrever de novo e assim o farei :-) sem planos específicos, como foi da primeira fase. Vida mudou, eu mudei e quero voltar com meus pensamentos por aqui. Estou de volta para falar da vida que continua acontecendo no Centro-Oeste dos Estados Unidos e agora com o papel ampliado de mãe de dois :-) Então, oi para vc que ainda recebe notificação do blog :-) e oi para você também que caiu aqui de paraquedas ou por minhas outras redes sociais! 

Obrigada!

Primeiro de tudo, obrigada! Obrigada pelas mensagens aqui e no privado. Obrigada pelo carinho, pelo suporte, pelas orações e energias enviadas. Qualquer luto é complicado de abordar. É complicado para quem está dentro e para quem está fora. O que você fala para alguém que teve uma gravidez interrompida involuntariamente? O que a pessoa que sofreu o aborto pode falar? O aborto espontâneo, para mim, foi uma enxurrada de inadequação. Minha, simplesmente por não saber responder a cada sinto muito. Por não saber como me portar e nunca ter certeza que não fui grossa com ninguém que simplesmente queria me confortar.  É um momento de muita sensibilidade física (dor, sangramento, hormônios) e emocional e cada um processa este momento de uma forma diferente, apesar de todas as similaridades e as pessoas que estão a nossa volta também tem seu jeito único de processar e situação fica desconfortável para todos. O luto de um aborto espontâneo no primeiro trimestre, na minha percepção, é...

Minha Desconstrução de Conceitos: Estereótipos de Gênero - Parte Final

Nos posts anteriores, eu falei um pouco do papel dos estereótipos de gênero na minha vida como menina/mulher, mas a maioria, eu foquei em dividir algumas informações que me ajudaram e ajudam na minha reflexão diária para desconstruir os estereótipos de gênero aqui em casa. Estas informações focaram mais sobre os efeitos dos estereótipos de gênero em meninos, isto porque queria chegar no ponto do impacto destes estereótipos na Aline mãe. Através do Instagram da @mymamasaidso (as blogueiras das antigas provavelmente conhecem a Helen do blog Esquilo Adaptado) eu cheguei neste excelente artigo de opinião que saiu na revista Times chamado “How to Raise a Sweet Son in an Era of Angry Men” por Faith Sailie. Em seu artigo, Faith faz um ponto importante sobre como as pessoas do sexo feminino estão conquistando sua voz e seu espaço e finalmente tendo o direito de demonstrar sua raiva. A autora faz questão de ressaltar uma importante diferença entre a raiva que as mulherem estão demonstr...

Minha Desconstrução de Conceitos : Estereótipos de Gênero - Parte 3

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Vou repetir em todos os posts que os estereótipos de gênero limitam e causam sérios problemas para todos os gêneros existentes. Há um bocado de pesquisas no tema e a conversa sobre gênero tem se tornado cada vez mais presente, no entanto, ainda existem muitas conversas que reforçam as crenças do que é ser feminino e masculino. “Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus” do John Gray continua sendo um livro bastante popular, mas felizmente, existem muitos outros que a gente pode ler para ver as opiniões e as pesquisas realizadas no tema. Um livro excelente que lí sobre estereótipos de gênero é “Parenting Beyond Pink and Blue: How to Raise Your Kids Free of Gender Stereotypes” da Christia Spears Brown. O livro reúne em um único canto diversas pesquisas realizadas na área e é escrito de uma forma direta e simples para quem não é da área científica.  Outra parte importante que vale citar é que não estou dizendo que não existem diferenças entre os sexos biológico homem e mulher, a...

Minha Desconstrução de Conceitos: Estereótipos de Gênero - Parte 2

Como comentei no post anterior, eu cresci acreditando nos estereótipos de gênero, mas aos poucos fui e continuo revendo todas as minhas crenças e isto têm me possibilitado a refletir sobre muitas coisas. Interessante é apenas um dos muitos adjetivos que me veem à mente quando olho para o meu passado de forma reflexiva. Eu acho que seria muito difícil eu ter aberto minha mente para os estereótipos de gênero e sua problemática se meus pais não tivessem plantado uma sementinha lá no começo sobre não precisar se enquadrar nas expectsativas do que é ser uma menina. Meus pais me deram bastante liberdade de agir da forma que gostaria de agir sem me apegar em coisas de menino ou menina. Minha primeira bicicleta foi uma bicicleta usada que era feita para meninos, então ela tinha jeitão de moto e não a famosa bicicleta rosa com cesta e frufru. Lá em casa, jogos de tabuleiros sempre foram os brinquedos preferidos, o que não é exatamente algo de menino ou de menina. Eu passava a maior par...

Minha Desconstrução de Conceitos: Estereótipos de Gênero

Tem taaaanta coisa que eu quero falar neste tema de estereótipos de gênero, que eu não tenho ideia de quantos posts vão surgir por aqui. Vou tentar organizar de uma forma que não fique muito confusa, mas como este é um tema com tantos assuntos que se interligam de uma forma bem complexa, não sei quão linear eu vou conseguir manter os os posts. À título de esclarecimento, o dicionário Michaelis define estereótipo como: 1 GRÁF Placa metálica sólida para impressão, em que os caracteres estão fixos ou estáveis, fundidos por meio de um molde de papier-mâché, gesso ou outro material; clichê, estéreo, matriz. 2 GRÁF Arte, método ou processo de produzir tais placas. 3 GRÁF Impressão efetuada com chapa de estereotipia. 4 FIG Aquilo que se amolda a um padrão fixo ou geral. 5 FIG Esse padrão formado de ideias preconcebidas, resultado da falta de conhecimento geral sobre determinado assunto. 6 FIG Imagem, ideia qu...

Descontruir é importante

Qualquer conversa sobre programas sociais e classes sociais, vai sempre contar com 4 palavrinhas: meritocracia, privilégios, sorte e oportunidades. Elas aparecem com ideias contextuais bem diversas dependendo exclusivamente de quem se utiliza delas, mas há o contexto cultural delas que está enraízado na nossa sociedade e é dentro deste conceito comum que vou explorá-las neste post. Privilégio é algo mais complicado de se perceber do que imaginamos. Nossa sociedade gira em torno da utópica meritocracia. Escutamos o tempo todo que se lutarmos o suficiente, é possível chegar onde quisermos. Ouvimos o tempo todo que se a oportunidade não aparecer, temos que criá-la e se alguém falar que outra pessoa teve sorte, o alvo da sorte fica puto, porque a sorte anula meritocracia. A gente cresce ouvindo as histórias incríveis de superação econômica e social das pessoas. A gente escuta a história do Sílvio Santos que era engraxate, escuta a história da Oprah Winfrey, filha de empregada...

Das confusões dos pais

Chegamos à um novo capítulo da vida de pais: Pandinha começou na escola. Um tema que rende muitos posts, mas a primeira coisa que quero escrever aqui são sobre os pensamentos de impasse que estamos tendo referente ao futuro escolar do pequeno, portanto, se o post ficar confuso, é puro reflexo de nossa confusão rsrs. Pandinha começou em uma escola privada com filosofia Montessori. Analisar de forma comparativa as diferentes metodologias e filosofias educacionais é algo complicado de se fazer de forma científica. Há diversas limitações e por conta destas limitações, há poucos estudos disponíveis e os resultados dos estudos costumam ser inconsistentes. Quando estava a pesquisar qual método gostaria que o Pandinha tivesse na escola, teve um estudo que eu encontrei em que todos os métodos para tentar eliminar as limitações na pesquisa me pareceram ser abordados de forma eficiente. O estudo "Evaluating Montessori Education" da Angeline Lillard e Nicole Else-Quest é um estu...

Cagar não deveria ser tão complicado!

Ou na língua original que foi dito: “pooping shouldn’t be this complicated.” Este post não é de interesse para a maioria massante, mas é para mim, para olhar aqui em um futuro (espero que não muito distante) e rir a respeito, ao invés de chorar, que é o que rola agora. Pandinha está com constipação idiopática, ou seja, não sabemos o motivo de ele não conseguir fazer cocô. Beleza, um monte de crianças sofrem disso também. Eu sei. Deve passar. Então por que as lágrimas? Porquê está phoda, muito phoda. Perdoem meu francês.  Estamos neste estress há quase um ano. O problema maior: Pandinha está perdendo peso. Muito. De 95 percentil de peso, ele caiu para 30 percentil. Para vocês terem uma ideia do que isso significa, com 2 anos e 10 meses ele está de volta ao peso de quando ele tinha uns 20 meses ou menos, não me lembro exatamente agora. As calças dele estão caindo, pois ele continua esticando. Criança nesta idade, em condições normais, não é pra perder pes...

Especial

Aproveitando a minha atual vida de desempregada rsrsrs fui de mala novamente em viagem de trabalho do marido, desta vez fomos para San Francisco. No entanto, este post não é para falar da cidade, depois até vou publicar um post sobre como foi nossa visão da cidade depois de tantos anos que estivemos por lá e agora com a adição do Pandinha, mas por hora, quero falar de como, mais uma vez, pessoas me fazem me sentir especial. Esta viagem para SanFran foi curtinha, apenas 5 dias. Pensamos em alongar e pegar uns dias de férias, mas como comentei, é nossa segunda vez por lá, então optamos por ficar só os dias básicos que marido ia estar trabalhando mesmo. Nestes 5 dias, amigos queridos (incluindo uma amiga que fiz aqui no blog) se deslocaram um "poucão" só para ir me ver.  Nosso primeiro encontro foi com minha antiga colega de casa de Cleveland. J. fez faculdade de medicina com marido e eu morei com ela por quase um ano quando estávamos em Cleveland. J. é família para...

Esta coisa de sobrenome

Eu já falei sobre este mesmo assunto quando me casei e sobre a minha opção em acrescentar o sobrenome do meu marido ao meu sobrenome. Eu já perdi as contas de quantas vezes me perguntam se ter três sobrenomes atrapalham, minha resposta é sempre a mesma: não. Vou fazer um "recap" aqui sobre sobrenomes na minha vida :-) Sobrenome, para mim, é mais do que sobrenome. Os nomes após o meu primeiro nome também representam minha cultura, minha família, minhas raízes. Quero ressaltar isso milhões de vezes, este valor do sobrenome é um valor que eu atribuo. Não existe certo ou errado na hora da escolha do sobrenome. Existe a sua vontade individual, os valores que você atribui; os seus motivos para sua escolha. A escolha do nosso sobrenome não altera a vida de ninguém, apenas a sua. Eu escolhi ter três sobrenomes sem hífen em um país que normalmente as pessoa tem apenas um sobrenome. Não, eu não fiz algum sobrenome meu virar nome do meio, eu tenho oficialmente 3 sobrenomes. Meus so...