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Cagar ficou mais fácil

Eu tenho algumas regras que são ilógicas para o mundo, mas que eu tenho uma certa necessidade de seguir. Uma delas é que eu não publico até eu conseguir me atualizar sobre os blogs que sigo e conseguir deixar os devidos comentários que quero fazer. No entanto, os meses estão se acumulando e as coisas por aqui também. Não consigo sentar com a devida calma e inspiração para deixar os comentários, mas como preciava muito dividir a atualização de como andam as coisas por aqui com o Pandinha, resolvi quebrar minha regra. Depois do último post, muita coisa mudou, apesar de ter passado apenas dois meses. Voltamos do Brasil com a asma do Pandinha mega atacada e nada resolvia. Quando batemos 5 semanas sem conseguir controlar a asma, resolvemos ir no pediatra. Na consulta, eles checaram o peso do pequeno e apesar de ele não ter perdido mais peso, ele também não havia ganho nada. Com isso, ele caiu novamente na curvatura de crescimento dele. Lembram que até os 2 anos ele estava no 95 per...

Cagar não deveria ser tão complicado – parte 2

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E continuamos na nossa saga de Pandinha não conseguir fazer cocô. Vamos recapitular com detalhes: Em Dezembro de 2016, por motivos que até hoje desconhecemos, Pandinha parou de fazer cocô. Ele ficava dias sem evacuar (mais de 10) e só fazia com muito esforço e muito choro. Ele passou a não querer andar, não querer brincar, não querer comer. Alguns meses depois, ele teve a consulta de rotina dele com a pediatra e veio o sinal vermelho: ele estava perdendo peso. MUITO peso. A médica entrou com laxativo e passamos a monitorar o peso. O peso continuou a cair e nada de ele evacuar com facilidade. Pandinha era uma criança que estava na faixa de 95 percentil na curvatura de crescimento para peso. Para traduzir o que isso significa, se você o colocasse em uma fileira com 100 crianças típicas com a mesma idade dele, 95 das crianças teriam peso menor que o do Pandinha e apenas 5 crianças pesariam mais do que ele. Pois bem, de 95 percentil ele caiu para 30. Crianças não devem cair em sua...

Possível segundo filho

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Quando eu dividi que havia sofrido um aborto, tenho certeza que muita gente ficou surpresa e curiosa sobre eu estar grávida. Acredito que a surpresa foi ainda maior para quem soube que não foi uma gravidez acidental, pelo contrário, foi uma gravidez bem “suada;” já que estamos lidando com infertilidade secundária e esta foi uma gravidez que conseguimos com a nossa segunda tentativa de inseminação artificial. Imagino a surpresa, pois após ter meu pandinha, eu sempre fui bem aberta sobre não querer ter outro filho. Eu dizia que era 98% de chance de eu não ter outro filho. Essa nem sempre foi minha realidade. Eu sempre quis ter mais de um filho. O plano sempre foram dois biológicos e um adotado. Antes de casar, marido e eu havíamos concordado com o tamanho da nossa família, mas aí fiquei grávida e tive um filho e tudo mudou. A minha primeira gravidez foi extremamente programada e desejada. Tive sorte por poder me programar e a “natureza” cooperar. No entanto, a cooperação da natu...

Pérolas I

Na maioria das vezes que conversamos com crianças, sai umas pérolas bem engraçadas, ás vezes porque eles falam umas palavras de uma forma super cômica e fofa e as vezes porque a lógica deles é incrível. Pandinha não é diferente. Acrescenta nessa jogada o fato que ele está aprendendo a falar em dois idiomas e sendo exposto à 4 idiomas diferentes (Português e Inglês para fluência, pai lê histórias em Japonês e ele está sendo exposto ao Espanhol na escola) e algumas situações ficam ainda mais peculiares por conta da "mistureba." E vamos lá dividir umas coisas engraçadas que já ocorreram por aqui neste período fofo da vida de pais.. Pandinha apontando para barriga dele e depois para a minha: - Umbigo, dois bigo. O primeiro te amo: A: Te amo, filho! P: Ta mamo, mommy! Para quem não se recorda, o nome da minha pequena de quatro patas é Lua. A: Olha que lua grande no céu, filho! P: No, mommy, a Lua em casa. Pandinha pode levar dois bichos de pelúcia para c...

O fim da Amamentação

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E a nossa jornada da amamentação chegou ao fim. Foram quase 3 anos. Para ser exata, 34 meses e uma semana. Sim, a gente conta os dias quando amamenta hahahahaha Como ouvi dizer por aí, a gente não sabe que o último dia de amamentação é o último dia e foi assim com a gente também, então não rolou nenhuma fotinho de despedida. Temos a da primeira mamada, mas não da última. Arquivo Pessoal Aqui o desmame não foi exatamente voluntário, mas foi gentil, o que era algo muito importante para mim. Quando nossa jornada começou, eu jamais achei que chegaria até aqui. Quem acompanha o blog já faz algum tempo, deve lembrar do meu post desabafo sobre os perrengues da amamentação. Nestes quase 3 anos, teve outros períodos difíceis também, mas superamos todos eles e chegamos ao fim da nossa história.  Amamentar até esta idade é um sucesso que não alcançamos sozinhos. Tive muito apoio do marido, família, amigos e profissionais de saúde incríveis. Eu não tive sequer um profissional de...

Das confusões dos pais

Chegamos à um novo capítulo da vida de pais: Pandinha começou na escola. Um tema que rende muitos posts, mas a primeira coisa que quero escrever aqui são sobre os pensamentos de impasse que estamos tendo referente ao futuro escolar do pequeno, portanto, se o post ficar confuso, é puro reflexo de nossa confusão rsrs. Pandinha começou em uma escola privada com filosofia Montessori. Analisar de forma comparativa as diferentes metodologias e filosofias educacionais é algo complicado de se fazer de forma científica. Há diversas limitações e por conta destas limitações, há poucos estudos disponíveis e os resultados dos estudos costumam ser inconsistentes. Quando estava a pesquisar qual método gostaria que o Pandinha tivesse na escola, teve um estudo que eu encontrei em que todos os métodos para tentar eliminar as limitações na pesquisa me pareceram ser abordados de forma eficiente. O estudo "Evaluating Montessori Education" da Angeline Lillard e Nicole Else-Quest é um estu...

Atraso de fala

A fala é apenas um fator do complexo sistema de linguagem. A aquisição de linguagem é um processo cheio de marcos específicos. Como e quando cada criança atinge estes marcos são influenciados por diversos fatores individuais e coletivos. É muito difícil dizer com precisão quando cada criança deve atingir cada um destes marcos, portanto, o que existe são escalas de estimativas de quando cada marco deve ser atingido. Os distúrbios relacionados à linguagem podem afetar qualquer um dos itens relacionados ao complexo sistema e cada um destes itens podem ser afetados de diversas formas também. Qual a melhor forma que podemos identificar se há de fato um distúrbio de linguagem nos nossos filhos? A primeira coisa, para mim, é não tentarmos nos convencer de que tudo é normal e que cada criança tem seu tempo. Eu também acho que cada criança tem seu tempo para tudo, mas quando a criança está muito fora da curva média, é importante sim os pais se aprofundarem mais nas suspeitas. Eu vejo diversa...