Friday, May 31, 2013

Selinhos

Faz um bocadinho de tempo que a Monique me indicou este selinho.

Estou colocando tudo em dia por aqui, pq assim, não estou com muita cabeça para estudar, mas blog é terapia rsrsr (ok, ok, meu lado estudioso quer deixar claro q estou com tudo em dia, alguns dias sem dormir me possibilitaram adiantar alguns trabalhos)

Vamos ao selinho :)

1) Como escolheu o nome do blog?
Eu criei o blog quando estava nos preparativos do meu casamento, então o primeiro nome que escolhi foi o Noiva e Expatriada, pois eram as duas coisas mais importantes naquele momento. O casamento passou, e então mudei o nome para Neuroses de uma Expatriada, pq sempre tem uma neurose na minha vida rsrsrs

2) Quanto tempo se dedica ao blog?
Depende do meu horário com outras coisas.

3) Já teve algum problema com comentários de anônimos no blog? Qual?
Nunca! Tenho alguns comentários anônimos, mas nenhum q tenha me incomodado. Alguns emails indiscreto, mas tbm nada que me incomodou de fato.

4) Você se inspira em outro blog? Qual?
Muitas vezes blogs amigos postam algo que me inspira escrever sobre o mesmo tema.

5) Quanto tempo está na blogosfera?
Desde 2011.

6) Qual blog visita todos os dias?
Não tenho uma regra, eu tento ler blogs de acordo com a atualização dos mesmos.


7) Quantos blogs visita por dia? 
Depende qtas atualizações ocorreram no dia.

8) Quantos livros lê por mês?
Ao menos 1.

9) Você ficou sem inspiração pra postar? Como superou isso?
Já, a vida acontece cheia de coisas fora daqui e ás vezes rola uma preguiça de escrever. Eu deixo o tempo passar rsrsrs pq preguiça passa tbm.


10) Pretende mudar algo no blog em 2013?
Tenho mta preguiça de mudar templates e coisas no blog rsrs
Aproveitando o mesmo post, a Rebeca me indicou para este "jogo" como ela mesma colocou rsrs Eu adoro estas enquetes!!

11 fatos sobre mim

1. Odeio cheiro de fumaç
a de cigarro e sinto o cheiro à quilômetros de distância. E reclamo mtoooooo rsrs
2. Por anos morri de vergonha do meu pseudo-pé e não usava sandália nunca rsrsrs Hoje amo meu pézinho!!
3. Sabe àquela relação de confidente que a grande maioria das meninas desenvolvem com a mãe?! Eu tenho com o meu pai rsrs foi ele que me acompanhou ao ginecologista pela primeira vez rsrs O que para mta gente é hiper estranho, para mim foi super normal.

4. Em 2004 atropelaram minha cachorra quando ela estava na calç
ada, a minha reação ao vê-la foi desmaiar. Não tinha uma gota de sangue (os orgãos foram esmagados internamente). Em 2006, meu pai cortou a mão com uma serra elétrica e o sangue jorrava, pq ele cortou a artéria. Eu e ele fizemos o torniquete e por 35 minuntos, dirigimos até chegar ao posto de saúde mais próximo (o acidente foi no interior do interior). E isto responde a pergunta constante de pq eu sou biomédica e não veterinária rs. Eu travo e desespero quando a vítima é um animal, mas fico tranquila qndo o acidentado é humano.
5. Ficar longe da família é sempre tortura (mesmo depois de 6 anos) e não poder acompanhar de perto o crescimento dos meus sobrinhos é tortura ao quadrado. Choro toda vez que minha irmã me manda fotos dos meus sobrinhos ou quando converso com eles online.

6. Tive poucos namorados na vida, mas a maioria que tive era Japonês ou meio Japonês rsrsrs
7. Jurei nunca me envolver com um médico. Hoje sou casada com um rsrsrs
8. Sou a caçula de três meninas, mas desde a adolescência sou tratada como a mais velha rsrsrs Sou a mediadora da família.
9. Dificilmente erro ao "ler" uma pessoa. Tento não me guiar por minhas primeiras impressoões, mas elas costumam não me deixar na mão.
10. Odeio sair às compras.
11. Fico extremamente mal humorada quando estou com fome.

Wednesday, May 29, 2013

Devagar

Primeiro de tudo, obrigada!!! Obrigada pelo carinho, pelas orações, pensamentos positivos e torcida! Duas horas após o último post, a minha avó faleceu. Ainda estamos digerindo tudo! Obrigada mesmo pelas palavras de suporte e carinho!

Aos poucos estou me reorganizando, postando nos posts de blogs queridos, e depois volto a postar aqui no meu canto!!


Friday, May 24, 2013

Neste momento, eu tenho um milhão de coisas que deveria estar fazendo. Escrever aqui não é uma delas. Tenho trocentos trabalhos para entregar, e mais alguns artigos de trabalho para revisar, mas não rola.

Já abri e fechei esta página 400 vezes... quero colocar para fora e ao mesmo tempo me irrita o precisar colocar para fora. Escrevo pq quero colocar para fora esta raiva, esta dor, esta angústia, e infelicidade de estar aqui, enquanto toda minha família está no hospital assistindo minha avó morrer...O médico fez a ligação, pediu para todos estarem lá, e eles estão, exceto eu.

Queria poder estar com meu pai. Queria poder dividir tantas das responsabilidades que ele sempre avocou nesta família, e que eu sempre tento dividir com ele. Queria estar lá, por ele. Não queria me sentir tão inútil. Qualquer palavra de conforto não conforta.

Minha avó viveu, e viveu mto bem!! Ela está seguindo o curso (teoricamente) natural da vida. Teoricamente pq um sistema de saúde deficiente está roubando-lhe alguns anos. É estranho pensar na despedida dela, mas o que mais me dói é a dor do meu pai. O que mais me dói é vê-lo assim, tentando ser forte, segurando o choro para ser a fortaleza do irmão. Dói ouvir ele manter a racionalidade e dizer para eu não ir para o Brasil. Dói, e aí eu fico assim, sem ação, sem produzir eficientemente, mas com vontade de escrever...

Wednesday, May 22, 2013

Full demais?

No momento sou full time student, with a full time work, full time wife, full time housekeeper, com uma vó com sérios problemas de saúde no Brasil e mais trocentos eventos, pq a vida acontece no verão por estas bandas! N é falta de inspiração, estou cheia dela, mas e o tempo? Este me falta, mto! Apareço conforme der. Cruzem os dedos por mim, e por favor, pensamentos positivos para a minha avó!

E estou postando pelo telephone... Ignorem qqr auto-correção estranha.

Monday, May 13, 2013

Feliz Aniversário!!

Ontem, minha pequenina completou 4 aninhos! Parece que foi ontem que fomos buscá-la! Em comemoração, vou contar como que a Lua se tornou minha filha de quatro patas.

Eu sempre tive animais de estimação, isso mesmo, no plural. Não lembro nunca da minha casa ter apenas um bicho. Marido foi o oposto, nunca teve nada, nem peixe rsrsrs.

Fast forwarding para quando fomos morar juntos (pq tem mta coisa in between rsrs) eu passei a atormentá-lo que queria um cachorro (gato sempre esteve fora de questão. Marido têm alergia ultra-mega severa à gatos. Ele começa a ter crise respiratória e coceira nos olhos só de chegar perto de alguém que tenha pelos (pelo sem acento é tão estranho) de gato na roupa.

Foram dias de puro tormento na vida dele. Todos os dias eu fazia chantagem emocional rsrsrs. Como marido não decide nada sem uma extensa pesquisa, eu decidi vender meu produto de forma mais eficiente :).

Pesquisei raças que quase não soltavam pelo (sério, meu marido é alérgico a viver  rsrsrs). Montei uma planilha para apresentar para o marido as opções de raça, tamanho que deveríamos comprar (no condo onde moro há limite de tamanho) e quais os cuidados básicos de cada raça. Ele aceitou que eu procurasse por opções reais para adoção rsrs (tudo nesta casa é um processo longo, vcs preceberam né?rs)

Por conta de várias limitações, adotar um pequeno sem ser de uma raça específica não era algo que poderíamos fazer, e por 3 meses visitei o shelter de duas cidades para ver se encontravámos um que se encaixava nas nossas necessidades. Infelizmente nada apareceu, e eu já estava desesperada rsrs

Na cidade onde moro não é permitido vender animais em petshop, então passei a procurar no puppyfind.com por criadores na minha área. Eis que um belo dia, encontrei a foto de uma Mini-Schnauzer toda branquinha! Eu nunca tinha visto um Schnauzer branco e fiquei encantada. Contactei o criador e ele disse que já havia vendido a fêmea branca, mas que ele tinha mais duas em outras cores.

Atormentei o marido para irmos conhecer as duas meninas que o criador ainda tinha. Com muito custo, marido concordou. Tive que fazer um acordo de apenas conhecer os filhotes, mas que não compraríamos e que eu nem ia insistir. Combinado!

Chegamos nesta casa enorme, com um super gramado onde os Schnauzers pais saracutiavam de um lado para o outro. As duas pequenas estavam em um cercadinho. Sentamos no gramado e após brincar um pouco com os pais e aprender sobre eles, o criador soltou as duas pimpolhas. A pretinha foi e se escondeu atrás do criador, a preta/prata correu doida para todos os lados e qndo eu peguei no colo, ela lambeu meu nariz -- amor à primeira lambida :)

Por mim, eu já teria comprado os filhotes sem nem ter conhecido pessoalmente, mas marido tinha feito eu prometer né?! Pois bem, o coração gelado derreteu imediatamente ao ver as duas bolinhas. Se rolasse uma grana extra naquela época, certeza que hoje eu ia ter duas arteiras!! hahahaha  Marido até hoje diz que a Lua foi a única compra impulsiva que ele já fez, e sem pestanejar foi a compra mais bem sucedida da vida dele.

Ficamos mais de uma hora com o criador. O cara é muito gente boa. Conversamos de tudo sobre cachorros e até sobre a vida pessoal dele. Neste meio tempo, a Lua (que ainda não tinha nome) só fazia tripulias rsrs A pretinha ficava toda escondida, enquanto a Lua tentou roubar e furar o pacote de ração que ele havia preparado para nós levarmos para casa; carregou o pacote da seringa do microship dela para beeeeeemmm longe da gente e latiu várias vezes para chamar atenção.

No caminho de volta para Ann Arbor (o criador ficava uns 25 minutos daqui) ficamos debatendo sobre o nome. Queríamos um nome curto e que tivesse a mesma pronúncia em português e inglês (essas são as mesmas regras para os futuros pandas rsrs). Ficamos encanados com a cor dela, que para nós era preta e branca. Pensei em Vaca (preto-branco) mas achei muita sacanagem kkkkk Pensamos nos documentos, que diz que a cor dela é preta-prata. Pensei na Lua de Prata da Tetê Espíndola (sou velha e lembro de musica velha rsrs) e o marido adorou. Eis que registramos a pequena como Lua :)

Naquele mesmo dia participamos de um churrasco de boas vindas para o marido e a classe dele (início da residência médica). Nós levamos nosso pacotinho, que não ficou com medo de nada e saiu correndo atrás de todo mundo para brincar. Até hoje a Lua é assim, dada rsrsrs

O primeiro dia na nossa casa!!



Parabéns, pumpking! Vc é nosso grande presente e nossa vida seria muito chata sem vc!

Monday, May 6, 2013

Marido, eu e a religião.

Já ouvi dizer que é importante casar com alguém que compartilhe as mesmas crenças religiosas que vc; bom, eu casei com alguém que está no lado oposto do meu -- marido é ateu!

Isso traz problemas para o nosso relacionamento? Já trouxe, hoje não mais.

Eu acredito que a definição de religião é muito mais simples do que a maioria das pessoas acreditam. Mesmo assim, eu não me considero uma pessoas religiosa, mas sim uma pessoa de fé. Marido não tem religião nem fé!

Na minha opinião, só há problemas entre duas pessoas que não dividem as mesmas crenças quando se há pré-conceito, falta de conhecimento e expectativas de que a outra pessoa mude para o que vc acredita. No nosso caso, meu marido era um ateu preconceituoso.

Têm muito ateu e agnóstico que critica religioso de forma tão preconceituosa e desrespeitosa, quanto o religioso que o critica. Aí que a partir deste fenômeno é possível perceber que o problema da humanidade somos nós e não religião ou a falta dela. Nenhuma das religiões que pesquisei (muitas em campo, frequentando cultos e tudo mais) ensinam a pessoa a ser preconceituosa, presunçosa, prepotente, narcisista entre outras coisas. Na verdade, ví muito representante com estes adjetivos, mas não a religião em si. As religiões mais antigas tem dogmas e crenças que não evoluíram com a sociedade, no entanto, existem fiéis e até mesmo representantes que discursam e pregam para mostrar que a nossa interpretação pode dar um rosto diferente para a religião.

O grande problema é que ser humano é evil (pois é, eu não tenho fé no ser humano) e como eu citei anteriormente, independente de ter uma religião ou não, a pessoa pratica a falta de amor, de respeito, de tolerância... Há pessoas mente fechada e ignorantes em todos os niveis sociais, em todas as crenças e na falta delas também

Me incomoda muito quando alguém que diz que pessoas religiosas são estúpidas, que religião é isso ou aquilo... E marido já foi assim. Sempre me pergunto, como que a pessoa vai julgar alguém pela sua religião? É o mesmo que julgar por raça, sexualidade, aparência... Enfim, sempre explicava para o marido que ele agia tão igual quanto aquilo que ele dizia repudiar -- ele era pré-conceituoso.

Eu acredito que ou uma pessoa é pré-conceituosa ou não é. Não há uma divisão sobre o que é aceitável ter pré-conceito e o que não é. Não dá para vir com discurso de "eu apoio os homossexuais, eu não tenho problemas com pessoas de outra etnia, sou a favor disso e daquilo, mas acho religião e pessoa religiosa algo abominável." Dá para ver a incoêrencia?! Eu acredito ser bem incoerente.

Marido não sabia nada de religião. Apenas o que foi vendido para ele de forma extremista. Sempre debati com ele que para julgar e apontar o dedo, ele precisava de fato conhecer a religião, e não dava para conhecer a religião baseado apenas no lado negativo que ele sempre se apegou. Ele precisava entender que religião e fé vai muito além do que o preconceito o deixava ver, e que uma pessoa religiosa podia ser muito diferente do estereótipo que ele tinha.

Passei a dividir com ele as minhas pesquisas. Aos 11 anos de idade passei a questionar, ler, frequentar... Participei de cultos nas mais diferentes religiões. Lí a bíblia todinha (mais de uma vez, pq é um livro complexo), e lí muitos artigos relacionados aos mais diversos tipos de religião. Estou engatinhando ainda neste processo, pq há muito a se estudar, e religião é algo complexo. No entanto, posso dizer que não sofro de total ignorância e imparcialidade! E nada mais coerente do que mostrar para a pessoa que eu amo e que escolhi para dividir o resto da minha vida, que as coisas podiam ser muito diferente do que ele estava acostumado. E sim, felizmente meu marido é mente aberta e estava disposto a me escutar!

Marido vai ser religioso?! Não gosto de usar a palavra nunca, mas acredito que as chances são quase nula. Eu quero que ele vire religioso?! Não, ele tem o direito de viver e acreditar no que ele quer, e eu como esposa o apoio e entendo. Temos problemas por conta da minha fé?! Nenhum, pq hoje ele não é fanático e eu nunca fui, por isso temos uma grande harmonia no quesito religião -- ele sem nenhuma e eu com as minhas crenças.

Já conversamos até como vai ser a criação dos nossos filhos no aspecto religioso, e nem foi difícil de resolver rsrs Marido percebeu que abrir a mente o permitia ver coisas que ele não via antes. Hoje ele voluntariamente me pergunta diversas coisas, e muitas aprendemos juntos.

Tenho muito orgulho de onde chegamos como casal! E viva um mundo sem pré-conceitos! Aqui em casa, cada vez mais nos livramos dos nossos!