Tuesday, November 25, 2014

Exorcismo

Estou sumida. Quantas vezes já escrevi esta mesma frase por aqui? Forçando a repetição, também volto a dizer que assunto não falta. O que falta é concentração. Evito sentar para escrever no blog e consequentemente, não comento no blog de ninguém, apesar de continuar lendo todos os posts escritos nos blogs queridos.

Quando tento me concentrar para escrever no blog, um assunto específico me vem a cabeça, mesmo quando a intenção inicial era escrever sobre outra coisa. O problema é que não havia decidido se iria escrever sobre este assunto por aqui ou não. Eis que decidi tentar um exorcismo. Curto muito meu blog e não quero deixar ele as traças assim não.

Quando estava no Brasil, na minha última visita, meu pai foi diagnosticado com câncer. No começo não queria escrever, não porque tenho medo e evito o assunto, mas principalmente queria dar tempo para o meu pai dividir esta notícia dele com quem ele achasse pertinente. Depois que ele dividiu a notícia com quem ele queria, passei a me questionar se eu tinha o direito de tornar algo dele "público." Como não conseguia me decidir, passei a ficar apática com relação ao blog.

Não evitamos falar sobre o câncer, mas ele também não virou o principal foco da família. Há tantas outras coisas que temos que lidar diariamente, como a batalha de mais de dois anos que meu pai vem travando com depressão, transtorno de ansiedade generalizada e outros probleminhas, uma guerra que eu considero muito mais difícil do que o câncer.

Comecei vários posts sobre esta notícia e no fim deletava, mas ultimamente, não conseguir sentar para escrever sobre qualquer outra coisa estava me incomodando muito. 
 
Um dia de cada vez, este é o lema para tudo que estamos vivendo e é o que adoto aqui no blog também. Pronto, falei sobre o meu fantasma atual, agora a ideia é continuar caminhando por aqui como estou caminhando do lado de fora!

Thursday, October 16, 2014

MAIS feliz

Como comentei no outro post sobre ir para o Brasil, eu estava bem mais reflexiva nesta última viagem. Como a Paula comentou no outro post, acho que tem muito do mix de problemas + hormônios de gravidez rsrs. Então preprarem-se para uma série de posts cheios de divagações e não necessariamente muito sentido.

O dia que embarquei para o Brasil, resolveu cair o mundo em forma de tempestade por aqui. A chuva de relâmpagos foi tão intensa, que por questão de segurança, um grupo que ainda não havia embarcado na aeronave, não pode embarcar. Eu e mais algumas pessoas ficamos em um corredor esperando a permissão. Neste período de espera, conheci um grupo de brasileiras, 2 mulheres e três crianças, todas bem simpáticas. O grupo havia parado em Michigan por conta de escala. Conversa vai, conversa vem, uma das mulheres me fez uma pergunta que me deixou intrigada. Ela perguntou se eu era mais feliz nos EUA. Veja bem, acho que todos já escutamos a pergunta sobre sermos felizes nesta nossa vida de Expatriada, o que me deixou intrigada foi o MAIS.

Eu acredito que para dizer se gosto mais ou menos de alguma coisa, eu preciso poder fazer um comparativo e para comparar eu preciso trabalhar com pelo menos coisas similiares. Como eu vou comparar minha vida nos EUA com a vida que tinha no Brasil se estou em momentos completamente diferentes? Obviamente há coisas que posso comparar, mas algo tão complexo como a felicidade... Como posso sequer cogitar fazer este tipo de comparação para dizer onde sou/fui mais feliz?

Vivi momentos tão distintos da minha vida no Brasil. Eu cresci no Brasil. Lá estão 24 anos da minha história. Momentos de felicidade genuína que guardo no coração e na memória. Lá eu conheci meus primeiros grandes amigos, pessoas que fazem parte da minha vida há mais de 20 anos. Tenho uma história feliz no Brasil. Lá criei bases que hoje me possibilitam estar onde estou.

Aqui eu vivo um outro momento da minha vida, onde não só apenas faço parte de uma família, mas estou contruindo a minha. Aqui foi onde construí a minha carreira, nas bases que criei lá no Brasil.

Lá no Brasil, vivi várias primeiras coisas, aqui também. Aqui estou vivendo minha fase adulta, a minha fase de construção da vida adulta. Lá no Brasil, vivi minha infância e adolescência. Como comparar? Como dizer que sou mais feliz aqui?!
Sou feliz aqui, fui feliz lá. Não posso superlativar minha felicidade aqui ou lá.

Uma pergunta tão simples, em uma conversa corriqueira e eu fiquei dias pensando na pergunta rsrsrsrs

Tuesday, October 7, 2014

Cinco perguntas sobre o blog

A Paula do "Ô Essa Menina," me indicou para participar desta TAG para falar um pouquinho sobre o blog. Já falei aqui que adoro estas coisas, então lá vai :-)

1) Sobre o que você mais gosta de escrever no blog?
O tema principal do blog é o que vai na minha cabeça e por ela passa tudo rsrs Então não posso dizer que há um tema específico que goste mais de escrever.

2) Qual é o lado bom e o ruim de se ter um blog?
O lado bom do blog é o quanto o mundo fica pequeno. Conheci pessoas incríveis dos cantos mais diversos do mundo e aprendi um pouquinho de outras culturas. Vivi experiências através dos olhos de blogueiras e blogueiros e acho isso super enriquecedor. Além de aprender várias coisas que nem sempre minha curiosidade me levaria a aprender.
O lado ruim é que se a vida do lado de fora fica corrida, eu quase não consigo vir aqui e com a ausência eu me sinto culpada. Normalmente não sinto o blog como obrigação, mas é só ficar um tempo afastada que me sinto muito relapsa.

3) Sua família e amigos têm acesso ao blog?
Uma das minhas irmãs talvez tenha lido um post ou outro, mas do contrário não sei ninguém da família que acompanhe. Dos amigos, também não sei de muitos que leiam com assiduidade. Não sou de ficar divulgado o blog em outras redes sociais (só o fiz em casos de coisas específicas que queria divulgar) então muita gente do meu mundo físico, nem lembra que tenho blog.
 
4) Você se vê blogando no futuro?
Sim, o blog serve como um lugar para expressar muito das minhas opiniões e para registrar um pouquinho da minha vida tbm, para lembranças futura. Então acredito que vou mantê-lo por um bocado de tempo sim.

5) Sobre quais assuntos você gostaria de escrever no blog mas não o faz por medo de ter sua privacidade invadida?
Não consigo me lembrar de ter me privado de escrever algo no blog. Tenho cuidado com certas coisas relacionadas a minha vida: não posto muitas fotos, não falo certos detalhes, exatamente para não ter estranhos invadindo o que considero mais pessoal, mas em assunto, acho que não me privo.

Paula, novamente, muito obrigada pela indicação! 

Wednesday, September 24, 2014

Território Nacional

No momento estou em terras brasilis. Passada rápida, como sempre.

Esta é uma viagem que eu já sabia que me traria uma enxurrada de sentimentos, não apenas por conta da gravidez, mas também por problemas que vem rolando na família já há algum tempo. Mais para frente, eu talvez elabore um pouquinho mais sobre isso.

Esta é uma viagem que também está me trazendo muitas reflexões de situações/conversas que tenho considerado extremamente curiosas e pretendo criar post futuros para falar delas.

Esta é também uma viagem, em que pela primeira vez, me sinto desconectada do local. Entendam bem, não tenho ódio do Brasil. Não sou daquelas expatriadas reclamonas rsrsrs Sou saudosista de várias coisas que tem por aqui, mas no geral, me sinto desconectada dos locais à minha volta. Não sinto a mínima vontade de ir em nenhum lugar para matar a saudade, mas quero ver todo mundo que faz parte da minha vida de uma forma e de outra. Estes morro de saudades e é uma delícia cada vez que encontro com um.

Talvez, por ser a primeira vez em anos que venho sem o marido, não tenho a empolgação de mostrar nada... Não sei, ainda estou analisando tudo que acontece rs.

Como podem ver, estou reflexiva sobre tudo... Aí escrevo um post assim, meio sem muito sentido, mas com a intenção de me lembrar sobre coisas que ainda quero escrever por aqui :-)

Monday, September 15, 2014

Mão de vaca?!

     Eu não me considero uma pessoa mão de vaca, mas sim com prioridades bem definidas.

    Exitem coisas que compro sem dó. Aqui em casa, a maior parte das nossas finanças vai em comida, mas para outras coisas, tanto eu quanto marido somos bastante comedidos.

     Há alguns meses, depois de muito debater sobre valor, eu decidi experimentar o shampoo que é o queridinho de muita gente, o Moroccanoil.

Fonte: Amazon.com
     Para o meu cabelo, simplesmente não rolou. Achei um dos meus piores investimentos.

     Não é um shampoo que eu diria que é ruim, mas definitivamente não acho que vale o preço. Meu cabelo é de pobre hahahaha gosta mais do Aussie do que do Moroccanoil.

Sunday, September 7, 2014

Decisões

Este post vai ser comprido e também não deve ser de interesse de muita gente (principalmente se você não estiver grávida). No entanto, acho que é um assunto super relevante e quero dividir aqui. Então, "senta que lá vem história."

Nossa vida é cheia de decisões. O tempo todo. E toda decisão feita, nos leva a tantas outras possibilidades e novas decisões. Com a gravidez, algumas decisões são comumente discutidas: vou amamentar nos seios? Prefiro parto cesárea ou vaginal? Outras não são tão "mainstream," mas eu acredito ser tão importantes quanto. Por isso, quero discutir uma delas por aqui.

Quem aí já ouviu falar nas células tronco presentes no cordão umbilical e na placenta? Pois é, nosso cordão umbilical e placenta são ricos nestas células que tem sido um dos principais focos da mídia e da ciência. Aqui nos EUA, 95% das pessoas que têm filhos, jogam estas células no lixo (Paiuk). Você grávida, já pensou no que fazer com o sangue do seu cordão umbilical e placenta após o parto? Estatisticamente, poucas pensam.

De forma bem básica, células tronco são as células imaturas que se transformam em todas as outras células do nosso corpo. Com os avanços científicos, estas células passaram a ser a estrela nos tratamentos de diversas doenças como leucemia, linfoma, anemia, entre outras. Veja você, 95% das pessoas nos EUA jogam no lixo células tronco que, potencialmente, podem ser utilizadas no tratamento de doenças terríveis que assombram tantas pessoas mundo a fora. Triste né?

Aqui nos EUA, existem três possibilidades relacionadas ao que fazer com o sangue de cordão umbilical e placenta. Você pode: jogar fora, armazenar no privado para possível uso na família, ou doar para bancos público de sangue de cordão e placenta. Como decidir? Bom, como quase tudo na vida, esta é uma escolha pessoal. O que tenho a intenção de fazer aqui é mostrar os critérios que EU utilizei para a MINHA decisão.

Como comentei antes, as células tronco de cordão e placenta tem o potencial para ser utilizada no tratamento de diversas doenças. Para ser um pouco mais precisa, é conhecido que estas células podem ser utilizadas no tratamento de aproximadamente 80 doenças. Aí parece que a decisão mais óbvia é a de armazenar para uso pessoal (familiar), certo? Bom, eu não acho esta uma decisão tão óbvia. É aí que a coisa fica um pouco mais complicada e espero conseguir dividir as informações de forma clara.

Assim como todos outros tratamentos que envolvem orgãos, sangue ou medula óssea, na utilização das células de cordão e placenta também há a necessidade de compatibilidade entre doador e receptor. De forma bem generalizada e básica, existem as doações autólogas e as alogências. Autóloga é quando doador e receptor são a mesma pessoa e a alogênica é quando se utiliza as células de outra pessoa.

O grande apelo dos bancos privados é exatamente a possibilidade de você utilizar estas células tronco nos seus filhos, utilizando-se de uma doação autóloga ou a possibilidade de uma alogênica entre irmãos. Este é uma apelo válido? Com absoluta certeza. No entanto, é válido com ressalvas.

Um exemplo prático (e simplificado) das muitas excessões de manter células tronco para o uso privado. Você tem um único filho e o mesmo desenvolve leucemia quando criança. Você tomou a decisão de guardar células tronco do cordão e placenta, então existe a esperança de que o tratamento do seu filho funcione da maneira mais traquila possivel. Aí vem a bomba, as células tronco que você guardou não podem ser utilizadas porque são células advindas do seu filho e estas células muito provavelmente estão comprometidas com a mesma doença que acomente o seu pequeno. Então, você tristemente passa a correr atrás de um doador na família ou em bancos de células.

Se você guardar aa células de todos os seus filhos, existe a possibilidade de utilizar as células entre irmãos. Esta é uma opção com mais acurácia. O problema, seus filhos tem  25% de chance de serem compatíveis, ou seja, não é jogo certo de que as células que você guardou vão ser úteis na sua família.
Uma outra desvantagem, a quantidade de células tronco presentes no cordão e placenta não costumam ser suficientes para tratamento em um adulto. Por conta disso, são normalmente utilizadas para tratamentos de doenças em crianças e jovens adultos. Portanto, se algum adulto na família precisar desta células, elas muito provavelmente vão ser insuficientes além de também cruzar com o problema da compatibilidade que sem ser entre irmãos é ainda menor.

Eu sei que pode parecer que sou contra manter células para uso privado. A verdade é que não sou. Principalmente se você tem histórico na família de qualquer uma destas doenças pediátricas que estão na lista, acho sim que neste caso, pagar para guardar as células de cordão e placenta fazem muito sentido.

Os bancos privados também costumam falar sobre as possíveis doenças que um dia poderão ser curadas com as células tronco de cordão e placenta. Bom, como disse no começo, é uma questão de escolha pessoal. É impossível se prever o futuro e eu gosto de trabalhar com o mais concreto possível. Por conta disso, a ideia das possíveis doenças não entram na minha lista de critérios para chegar a minha decisão.

Acho que já deu para entender qual foi minha decisão né? Eu vou doar o sangue do meu cordão umbilical e placenta. Minhas razões em resumo: em poucos casos o sangue pode ser utilizado na própria criança que fez a doação; eu não tenho histórico das doenças em minha familia ou família do marido; e probalidade de compatibilidade entre irmãos é de 25%.

O fato mais importante para a minha decisão de doar: as células tronco do meu filho podem salvar uma vida hoje. Elas podem fazer diferença na vida de uma família que está lidando com uma doença infeliz que arranca a infância dos filhos deles, HOJE.

Lembra sobre a compatibilidade que comentei brevemente? As minorias raciais (que inclui pessoas de raças mista) são as que mais sofrem nas filas de espera de orgãos, medula e também sangue de cordão e placenta. Isto porque são os nossos receptores que determinam o que é compatível ou não e eles sofrem influência de nossa composição genética que sofre influência da nossa composição racial. Complexo né? Pois bem, não sei se muita gente sabe por aqui, mas meu marido é Japonês. Portanto, nosso filho representa uma minoria racial e os bancos precisam de mais doadores que representam esta minoria!

Grávidas e grávidos por aí, pensem no que fazer com o sangue do seu cordão e placenta. Eu sei que há milhões de outras coisas para se pensar, mas esta é uma muito importante também. Faça sua pesquisa, há muita informação na internet! Não sou especialista no assunto, mas posso compartilhar o conhecimento que tenho e tentar responder possíveis perguntas.

Eu não sei como as coisas funcionam em outros países, por isso, vale você ir atrás do que é possível fazer onde você mora.

Aqui na minha região, private banking sai em torno de $2000 com pagamento anual de $250 para manter as células no banco. Se você quer doar, você não precisa pagar nada. Existem vários lugares que você pode recorrer para fazer a doação pública. Converse com o seu obstetra ou mid-wife. Alguns hospitais tem programa de doação neles, mas mesmo os que não tem é possível doar.

No meu caso, eu vou utilizar o "Be The Match," lá você responde um questionário e após ser aprovado, eles te enviam um kit para que o centro onde você vai ter o bebê faça a coleta e depois é só você enviar o material coletado de volta. Simples né?! E ainda assim 95% das grávidas neste país jogam as células fora!

Como falei anteriormente, não quero convencer ninguém a fazer algo em específico com suas células, mas quero apenas dizer que existem possibilidades e que vale a pena conhecer e verificar se é compatível com a sua realidade.

Paiuk, Cara. "Weighing Cord Blood Donation Against Private Banks." The New York Times. The New York  Times Company, 10 Dec. 2013. Web. 14 Aug 2014.

Wednesday, August 27, 2014

Metade do caminho

Finalmente estamos na metade do caminho: 20 semanas (na verdade estou com 21 mas não deu para escrever antes rs)

Pandinha está indo muito bem. Não falei por aqui ainda, mas pandinha é um "pandinho". Pois é, tem um meninão se desenvolvendo na minha pança.

Os sintomas do primeiro trimestre diminuíram, mas não foram embora. O que é um saco! Aliás, não me tirem como referência, porque honestamente, não sou daquelas grávidas sem muitos sintomas, consequentemente, não curto a gravidez (a maior parte do tempo) hehehehe

Sei que o pessoal tende a dizer que a gravidez passa rápido e devemos aproveitar. Bom, eu acho que está passando devagar demais e tem muitos sintomas que me atormentam para eu aproveitar hehehe Não vejo a hora de ter meu pequeno do lado de fora.

Minha lista de reclamações é enorme, mas não vou cansar ninguém com ela não rsrsrs

Sabe uma parte que gosto um montão da gravidez? Cada vez que sinto meu pequeno mexer :-) Ele adora cutucar minha bexiga urinária hehehe Comecei a sentí-lo por volta da 15a-16a semana, o que é cedo. Primeiro parecia com peixinho nadando perto da pele, agora que ele está maiorzinho, sinto os chutes como se fossem pipoca estourando hehehe Como ele ainda é bem pequeno, também sinto ele dar umas cambalhotas lá dentro. Gostaria de sentir com muito mais frequência, porque é sem dúvida a melhor parte da gravidez!

Eu ainda não comprei absolutamente nada para ele! NADA! Ele já ganhou presentes, mas nada do pai e da mãe :-) Acho que as pessoas a minha volta estão muito mais intrigadas com isso do que marido e eu rsrsrs Temos nosso tempo planejado na cabeça, então estamos tranquilos.

E com vocês, a foto que estou mais apaixonada no momento hehehe
 

Mas não é muita fofura contida em um único pé? Coisa de mãe, eu sei rsrs
 

Tuesday, August 19, 2014

Tanto pré-conceito

No dia 30.07.14, o humorista Fausto Fanti (quem aí lembra do Hermes e Renato?) foi encontrado morto. A morte foi declarada como suicídio.

No dia 11.08.14, o ator e humorista Robin Williams (aquele de milhões de filmes que provavelmente você viu pelo menos uma vez na vida) foi encontrado desfalecido e declarado como morto aproximadamente uma hora depois. A morte, até agora, é investigada como suicídio.

A lista de suicídios entre os famosos é gigante. Todos nós sabemos. Se acrescentarmos à ela todos os não famosos, eu não consigo nem imaginar o tamanho que ela chega.

Quando os casos envolvem famosos, a coisa vira rebuliço na internet. O que me deixa intrigada e assustada é a ignorância que ainda cerca os casos de envolvidos em suicídio. Na minha timeline do Facebook, alguns conhecidos fizeram comentários que os levaram diretamente a exclusão da minha página. Duvido que eles se importem, eu me importo, já que me incomoda ver tanto pré-conceito.

Emile Durkheim, sociologista, psicólogo social e filósofo, nomeou e classificou 5 tipos de suicídio, mas existem muitos outros estudiosos que criaram tantas outras classificações. Então não consigo entender como tantas pessoas colocam o suicídio e os suicidas em uma única categoria. Suícidio não é algo tão simples como alguns querem pensar. Não é o caminho fácil para sair de um problema. Não é o ato de um egoísta que não está nem aí para o resto da família. Não é falta de Deus na vida ou no coração. Não é falta de dinheiro, ou excesso dele... Há tantas coisas ligadas a um suicídio que me surpreende ver o quanto o ato e os problemas, que muitas vezes levam ao ato, são minimizados.

Os problemas psicológicos que podem levar uma pessoa a um ato tão extremo são visto como tabus, com pré-conceitos. Psiquiatra e psicólogo ou são profissionais para loucos ou são profissionais para gente fresca e "eu não sou nenhuma delas."

Os distúrbios da mente são encarados com pré-conceitos pelos profissionais da saúde, pelas pessoas que são afligidas pelo problema, pelos familiares dos aflitos, pela sociedade... É incrível como algo tão prevalente em nossa sociedade é visto de forma tão marginal.

É impossível saber as aflições e problemas de uma pessoa para a classificarmos de qualquer coisa. Depressão não é frescura. Depressão não é simplesmente estar triste. Milhares de pessoas no mundo sofrem deste problema, que infelizmente é pouco discutido.

Vamos conversar sobre os problemas que levam uma pessoa ao ato extremo, vamos acabar com os pré-conceitos!!

No momento, a internet está pipocando de textos bacanas que esclarecem várias coisas ligada ao tema. Se você conhece alguém com o problema, se você acha que pode estar com o problema ou simplesmete quer se livrar de certos pré-conceitos e aprender mais, leia todos!!

Esclarecimento é a chave para mudarmos as estatísticas!

Tuesday, August 5, 2014

O primeiro susto

Este blog não vai virar um blog sobre gravidez, mas quem passa por aqui já faz algum tempo, percebe que este é um blog sobre tudo que vai na minha cabeça. Minhas reflexões, minhas neuroses. Como gravidez é o tópico do momento na minha cabeça rsrsrs este vai ser um assunto recorrente por aqui.

Minha gravidez foi o mais planejada possível, por isso, antes mesmo de minha menstruação atrasar, eu fiz o exame de farmácia para ver se estava grávida.
Aqui no EUA não é como no Brasil, que você pode ir em qualquer laboratório e fazer um exame de sangue. No entanto, eu trabalho em um laboratório e por isso, escondindinha, fiz um betaHCG para confirmar :-)

Eu já tinha sintomas, mas é aquele período de sintomas que podem ser facilmente confundidos com sintomas pré-menstruais. A pior parte eram as cólicas bem fortes. No começo achei que poderia ser cólica da implantação (quando o blastocisto -óvulo fecundado- se implanta na parede uterina). Depois achei que poderia ser cólica por conta do útero estar aumentando de tamanho. No entanto, a dor só piorava. Eu tinha crises no meio da noite em que acordava literalmente gritando de dor. Chorava, vomitava (não por causa do enjoo da gravidez mas sim de dor) e a frequência das crises só aumentava.

Ao completar 6 semanas, todas teorias que tentava desenvolver na minha cabeça para não encanar com gravidez ectópica (quando a implantação ocorre nas tubas uterinas) foram invalidadas. Eu ainda não havia passado pela a obstetra, estava agendado para com 9 semanas, mas resolvi ligar na clínica, porque não dava mais para continuar do jeito que estava.

Ao ligar para a clínica, revi todos os sintomas com a "nurse practicioner" (seria talvez a enfermeira com mestrado no Brasil? Não sei dizer com certeza) e ela achou que era melhor eu ir para a emergência, pois havia a possibilidade de ser uma gravidez ectópica. Lógico que desabei. Imediatamente comecei a chorar e a enfermeira, com todo o profissionalismo do mundo, tentou me passar segurança e força. Eu estava sozinha em casa e ela me perguntou se eu precisava que eles mandassem alguém para me levar ao hospital, expliquei que não, que ligaria para o meu marido.
Felizmente, marido trabalha bem perto de casa e em 15 minutos (demorou um pouco pois ele precisava passar os pacientes para outro médico) ele estava em casa para me levar para a emergência. Obviamente, ao vê-lo desabei de novo. Da minha casa até o hospital leva 7 minutos. Foi um trajeto de choro calado e palavras de consolo dele. Na emergência, eles já estavam me esperando. Eu fui direto para sala para coleta de sangue e em seguida fui para a sala do ultrasom.

A regra é que quando um técnico faz um ultrasom, ele não deve falar nada sobre o teste. O médico é quem explica todos os detalhes. Enquanto a técnica fazia o exame, eu não quis olhar a tela. Eu fixei meu olhar nos olhos do meu marido, que de super tensos transitaram para o campo do alívio quando ele viu que nosso feijãozinho estava no lugar certo. Noós dois choramos. A técnica, muito legal, explicou que não podia falar nada mas ela nos deixou ouvir o coraçãozinho. Não sei se algum dia conseguirei colocar em palavras a felicidade que foi ouvir aquelas batidas tão rápidas.

Eu ainda fiquei algumas horas internada, para receber medicamento para dor intravenoso. A explicação do médico é que a infeliz da endometriose estava causadando minhas crises. O médico acredita que eu tenho tecido do endométrio por trás do meu útero, e conforme o mesmo se movia do seu lugar original para a cavidade abdominal, ele repuxava o tecido e me causava e a dor excruciante. A teoria faz bem sentido, já que agora que meu útero está completamente na cavidade, eu sinto apenas as dores normais da gravidez. As dores incapacitantes pararam, mas todos os outros sintomas da gravidez me acompanham hehe Uma beleza rsrs

Este foi o primeiro grande susto de toda esta coisa chamada de maternidade, espero que meu corpo e pandinha não preguem muitos outros.

Sunday, July 20, 2014

Sotaques



Sotaque é uma coisa engraçada, todo mundo tem, mas uma grande maioria não quer admitir que tem ou se recusa aceitar que tem rsrs

Também acho que sotaque contagia. Sempre que eu passava minhas férias fora da cidade de São Paulo, eu voltava com o sotaque de onde fiquei hospedada misturado com o meu sotaque de paulista.

Aqui nos EUA, assim como no Brasil, as regiões tem sotaques diferentes. Eu aprendi meu inglês no Midwest Americano, então meu sotaque é do Midwest misturado com o meu sotaque brasileiro/paulista.

Vejo muita gente falar do sotaque como se fosse algo para se envergonhar. Já escutei milhões de vezes, brasileiros que moram no exterior há muito tempo, vir com o papinho de "não tenho sotaque." Colega, sinto em lhe informar, mas você tem sim!

Existem profissionais fantásticos que fazem sotaques de outros lugares muito bem, mas todas as vezes que eles estão em uma conversa/entrevista em que eles são eles mesmos, o sotaque de sua língua mãe está lá. Isto acontece porque falar apenas com um sotaque diferente do seu não é natural, é trabalhoso. Não importa a sua fluência na língua, sotaque não é falar errado, sotaque é a sonorização do que falamos.

Até hoje, nunca errei ao reconhecer um brasileiro falando inglês. A forma como falamos certas palavras em inlgês é facilmente reconhecível. Sim, umas pessoas tem sotaque mais forte que outras, mas esta história de que a pessoa não tem sotaque é mentira. Além do sotaque, tem os maneirismos. Estes sim são evitáveis sem muito trabalho, mas o sotaque, esquece, você vai carregar com você o resto da sua vida se a outra língua passou a fazer parte da sua vida cotidiana depois do período da infância.

Assistam as entrevistas de famosos brasileiros que moram há muitos anos no tio Sam e tem um bom inglês, como por exemplo, Gisele Bundchen e Camila Alves. Ambas falam inglês muito bem, mas ambas tem o sotaque de sua região no Brasil o que faz a sonorização de como elas falam um pouquinho diferente. No entanto, se você prestar atenção em certas palavras, é possível ver que a pronúncia delas é bem parecida uma com a da outra, mas não exatamente parecida com a de um americano cujo inglês é a língua mãe.

Eu percebo também uma diferença de sotaque em quem aprendeu o inglês do método tradicional (escola de inglês, livros, professores) e quem aprendeu o inglês de ouvido. Esta diferença fica bem mais sutil com o passar dos anos, mas ainda é perceptível com certas palavras.

Eu não tenho nenhuma vergonha do meu sotaque, ele representa minha história cultural, minhas raízes, enfim, ele é parte do que sou e tenho um orgulho danado do que sou :-)

Wednesday, July 9, 2014

Oi :-)

A Aline lá da adolescência, idealizava que aos 28 anos seria uma pessoa realizada profissionalmente e com 3 filhos. Quem acompanha o blog há algum tempo, deve se lembrar que casar nunca fez parte da minha fantasia, mas ter filhos sempre fez.
Aqui estou, 30 anos de idade (31 batendo à porta) casada e morando em outro país. Planos que nunca idealizei, mas que abracei quando os mesmos apareceram na minha vida.

Sobre a realização profissional, atingi e superei todas as metas e planos que criei, mas ao longo do caminho aprendi que após cada realização, veio a necessidade de novos desafios. Por isso, percebi que a estabilidade profissional, no meu caso,  é a capacidade de sempre acrescentar mais e não de atingir um lugar e estacionar ali.

Filhos acabou por se tornar uma conversa muito mais complicada, por conta da endometriose que me levou a optar por cessar minha menstruação. Apesar da certeza que marido e eu sempre tivemos sobre querer filhos, nós não sabíamos se gerar um filho biológico fazia parte da nossa realidade.

Obviamente, houveram muitas e muitas conversas e para tentarmos ter um filho biológico, eu ainda precisava me preparar psicologicamente para voltar a menstruar.

Enfim, tudo isso para falar aqui o motivo do meu distanciamento nos últimos meses: pandinha está a caminho ;-) Tudo aconteceu muito mais rápido do que imaginávamos que aconteceria e nem precisei usar as minhas habilidades profissionais!
O primeiro trimestre ficou oficialmente para trás. Um primeiro trimestre nada fácil, eu devo admitir. As coisas ainda não estão 100%, então não sei com que frequência vou conseguir aparecer por aqui e comentar nos blogs queridos, mas eu não queria mais deixar o blog no suspense e tbm não via a hora de dividir a notícia por aqui ;-)


Tuesday, May 20, 2014

Uma hora dá

    Estou sumida. Estou em débito com todos os blogs que leio. Admito que tenho lido os posts, porque o faço do telefone. No entanto, não deixo nenhum comentário faz um bocado de tempo. Por enquanto, vou continuar em débito. Espero poder, em breve, vir aqui e dividir boas notícias. Espero, em breve, conseguir comentar no blog de todo mundo de novo. Até lá, vou continuar ausente.

    Vou aproveitar o post e dividir este vídeo que acho que 90% das pessoas já viram.  Ele está no meu rascunho faz um bocado de tempo e nunca consigo tempo para escrever um texto decente para ir com ele. Como o vídeo é fofo demais, não vou deixar ele mofando mais não rsrsrs Coloco ele aqui sem texto meu mesmo, assim os 10% que não viram vão finalmente vê-lo e os 90% vão ver de novo, pois é lindo ;-)

Monday, May 5, 2014

Gordices

    Eu sou uma pessoa que prefere o salgado ao doce. No entanto, tem alguns quitutes doce que sou viciada. 

   Já faz uns 2 anos, eu descobri um snack que sou simplesmente apaixonada. Gosto tanto, que honestamente, tenho que me segurar para não comprar toda vez que vou no mercado hahahaha

    O nome da minha perdição: Happy Hippo. Gente, nunca ví este troço no Brasil, descobri ele aqui na terra do Tio Sam. Se você encontrar aí em terrras tupiniquins ou em qualquer canto do mundo que você morar, comprem e experimentem, mas cuidado para não viciar.



    Do lado de fora é crocante, dentro tem creme de avelã e um creme feito de leite. Fantástico!!!!



    Comam e depois me contem se gostaram rsrsrs

Tuesday, April 22, 2014

10 sugestões de filmes

    A ideia do post veio lá do blog da Marcela. Cinéfila que sou, decidi aceitar a sugestão e escrever o post. O post não saiu antes do feriado acabar, mas as sugestões ainda valem, certo?

    Sempre que posso, tento ver um filme rsrs coisa de vicío mesmo. Não é por acaso que tenho exatos 205 DVDs e Blu-rays (sem contar as coletâneas de seriados e os filmes que deixei no Brasil). Sempre tenho dificuldade em responder qual meu filme favorito, simplesmente porque tenho muitos filmes favoritos. Minha minha vontade de ver certos filmes variar de acordo com o meu humor.

    Esta é uma das muitas listas que escreveria sobre filmes rsrsrs E não há nenhuma regra na ordem que escrevi. Alguns mais famosos que outros, mas quero tentar concentar em filmes que nem sempre vejo as pessoas comentarem:

1. O Castelo no Céu (1986)
Imagem retirada de http://imdb.com
   Quem me introduziu a este filme foi o marido, é a animação que marcou a infância dele. Esta é uma animação japonesa que conta a história de um menino e uma menina em busca do legendário reino flutuante de Laputa. Os dois personagens vivem grandes aventuras ao mesmo tempo em que começam a desenvolver uma amizade. História fofa feita para crianças. No entanto, filme bom, feito para criança tem sempre uma lição para ensinar não apenas para as crianças, mas também para os adultos que o assistem. 


2. A Vida é Bela (1997)
Imagem retirada de http://imdb.com
     Este filme ganhou do Central do Brasil como melhor filme estrangeiro no Oscar. Até o dia da premiação, eu não havia assistido "A Vida é Bela," e fiquei intrigada para ver o filme que levou a nossa estatueta rsrs Corri para o cinema e imediatamente o filme entrou para a minha lista de favoritos. "A Vida é Bela" conta a história de pai e filho, prisioneiros de um campo de concentração, cujo o pai se utiliza de todos os artifícios para que seu filho não perceba os horrores do dia a dia da vida de prisioneiros durante a Segunda Guerra Mundial.


3. O Menino do Pijama Listrado (2008)

Imagem retirada de: http://muvazene.blogspot.com

     Este é um filme que é necessário assistir com uma caixa enorme de lenços. "O Menino do Pijama Listrado" é baseado no livro que recebe o mesmo nome. A história gira em torno da vida do menino Bruno, criado alheio as crueldades da Segunda Guerra Mundial por uma família cujo o pai é um militar da SS. A família toda se muda para a Polônia para que o pai seja diretor de um campo de concentração. Bruno se sente sozinho e enclausurado até achar uma forma de burlar a segurança de onde mora e conhecer este curioso menino que vive do outro lado da cerca e está sempre de pijama. Ainda não li o livro, mas está na minha lista de must read.   


 4. Operação Valquíria (2008)
Imagem retirada de: http://impawards.com
    Não foi de propósito que escolhi tantos filmes que tem a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo. De fato é um tema que sou extremamente interessada, mas na montagem desta lista foi pura coincidência. Operação Valquíria é baseado em uma história real. O filme conta todo o processo de um dos atentados à vida de Hitler. Após o atentado, se deu início a Operação Valquíria, uma operação que tinha como intuito a tomada de poder da Alemanha das mãos dos nazistas. Depois que o filme acabou, marido e eu ficamos em completo silêncio por uns 10 minutos só processando o que havíamos assistido.


 5. Conta Comigo (1986)
Imagem retirada de: http://imdb.com
     Clássico dos anos  80/90, "Conta Comigo" é uma história de amizade e de descobertas. O filme é baseado em um conto do Stephen King. Me digam, tem autor com mais adaptações para o cinema (ou TV) que este homem? rsrsrs "Conta Comigo" é um filme que conta a história de quatro pré-adolescentes em uma aventura que virou a jornada da vida deles. Sei lá quantas vezes já ví este filme e toda vez me impressiono com a riqueza desta história.


6. Pequeno Milagre (1998)
Imagem retirada de: http://imdb.com
    Sabe àqueles filmes que você aluga simplesmente porque não tem mais nada na locadora que você quer assistir, mas você quer ver um filme? Foi assim que "Pequeno Milagre" chegou lá em casa, quando a família toda ainda morava debaixo do mesmo teto rsrs O filme conta a história de Simon, um garoto que nasceu com problemas de crescimento e é renegado pelos pais. Mesmo sendo uma criança super frágil, discriminado, e detestado pelos pais por conta da sua condição, Simon acredita que Deus tem um motivo para ter feito ele do jeito que ele é. Este é um filme lindo sobre fé, amizade e amor.

  
7. Loucamente Apaixonados (2011)
Imagem retirada de: http://impawards.com
    Outro filme que nunca tinha ouvido falar até um dia de tédio que decidi assistir qualquer filme no Amazon Prime rsrsrs "Loucamente Apaixonados" é um filme que eu acho que qualquer um que já tenha vivido um relacionamente a distância vai se identificar, ainda mais para aqueles que tiveram que lidar com a imigração americana. A história do filme gira em torno de um casal que se conheceu nas últimas semanas que uma estudante britânica estava nos EUA. Os dois se apaixonam loucamente, mas viver um relacionamento não é tão simples quando o relacionamento é intercontinental.


8. Duas Vidas (2000)
Imagem retirada de: http://imdb.com
    Acho que este é um dos filmes mais fofos que já ví. Conta a história deste workaholic e infeliz consultor de imagens que um dia dá de cara com uma versão dele mesmo com 8 anos de idade. Junto com o seu pequeno eu rsrsrs ele tem a oportunidade de ver que não é muito tarde para reescrever a sua própria história. Filme fofo com uma grande lição.

  
9. Busca Implacável (2008)
Imagem retirada de: http://rottentomatoes.com
     Eu gosto de filmes de ação, principalmente quando é um filme extremamente bem feito como é o caso de "Busca Implacável." Já perdi as contas de quantas vezes revi este filme. Sem dúvida o meu favorito no quesito filme de ação. O filme conta a história de um ex-espião que tem sua filha sequestrada em Paris. Pai dedicado e treinado que é, ele viaja a até a Europa para tentar resgatar a filha que foi sequestrada por um grupo responsável por tráfico de mulheres.



10. Um Homem de Família (2000)
Imagen retirada de: http://fisher.osu.edu
     Este é um dos filmes que trabalha com a ideia do "e se?" Ele conta a história de um bem sucedido executivo que tem a oportunidade de ver como seria a vida dele se ele tivesse escolhido um outro caminho. É um filme que questiona valores, prioridades, sonhos e metas. Acho que 99% dos homens que conheço adoram este filme rsrsrs 
   
    Gostei desta coisa de indicar filmes rsrsrs E também aceito sugestões :-)

Tuesday, April 15, 2014

Como abasteço meus armários e geladeira nos EUA

    Eu não gosto de fazer compras, seja qual for. De acordo com o estereótipo, programa de paulista é ir para shopping center, eu sou torta rsrsrs Esta coisa de namorar vitrine nunca foi comigo! Compro a grande maioria do que uso online. Comprar online, com muita facilidade, foi uma das melhores coisas que a vida norte americana me trouxe rsrs No entanto, para compra em mercado, eu ainda costumo fazer pessoalmente.

    Geralmente, eu faço minhas compras em 3 mercados diferentes :) E aqui em casa não rola aquela coisa de compra mensal que minha família costumava fazer no Brasil. Eu não sigo um padrão específico para as compras.

    Eu e marido somos membros da Costco (uma rede de mercados que vende produtos de atacado). Na época que morava no Brasil, esta coisa de fazer compras em mercado de atacado era para quem tinha restaurante. Hoje sei que o mercado ampliou um pouco, com mais opcões de estabelecimentos, mas ainda não é algo tão praticado quanto aqui no EUA. Por aqui, a maioria das cidades tem um Costco e Sams Club, e a família comum americana (que geralmente é grande) faz as comprar no atacado também. No meu caso, as compras no atacado constituem principalmente de produtos de consumo da casa, que não estão relacionados com alimentação: desinfetante, água sanitária, papel higiênico, papel toalha, guardanapos, saco de lixo, lenços umedecidos com desinfetante, produtos para lavar roupa e etc. São pacotes gigantes, que me fazem economizar financeiramente e em tempo, fico meses sem comprar várias coisas! Eles têm uma grande variedade de produtos e encontro todas as marcas que gosto.

    O resto das minhas compras eu divido entre o Whole Foods (rede de mercados com um número grande de produtos orgânicos) e Hillards (mercado local). O Whole foods é meu local preferido para peixes/frutos do mar e divido todo o resto entre ele e o Hillards. Muita gente acha o Whole Foods super caro, e eu concordo. Por lá há várias coisas que eles abusam do preço, mas com o tempo você aprende o que vale comprar por lá e que sai o mesmo preço independente de onde você for.

    Como eu moro em uma cidade relativamente pequena, ir em três mercados não é nenhum fim de mundo. O mais longe é o Costco (fica uns 15 minutos de carro), mas nele é o que vou com menos frequência. Os outros dois estão à 3 minutos de casa.
 
    Vez ou outra dou uma passada também no Trader´s Joe, mas são ocasiões específicas.

    No Brasil, os produtos naturais são (costumava ser, pelo menos) o comum. Geralmente, os produtos de feira (que em grande parte são produtos locais) são mais barato; no EUA a coisa é inversa. No entanto, hoje aprendi a comprar produtos de qualidade sem me vender por etiqueta. Após ler este livro e também um semestre de aula de Nutrição, mudei alguns conceitos com relação a produtos que recebem a etiqueta de orgânico. Aprendi a optar por mercados locais, por produtos locais e apesar de a maior parte do meu budget mensal ir em comida, acho que marido e eu gastamos com muita eficiência.

Sunday, April 13, 2014

Muito orgulho

    Vez ou outra meu marido reclama que não escrevo muito sobre ele por aqui rsrsrs Então deixa eu fazer um afago :-)

    Já falei por aqui que marido é médico. No momento, ele está terminando seu primeiro ano de sub-especialização no setor de unidade de terapia intensiva pediátrica da Universidade de Michigan. Marido trabalhou pesado para chegar aqui, ele é apaixonado pelo que faz e está muito satisfeito com o caminho que ele escolheu e isto faz com que ele seja um ótimo profissional. Eu obviamente, sou parcial rsrs. Faz sentido né? Afinal, eu sou a esposa hehehe mas não eu não sou a única a elogiar ;-)

    Na última semana, marido se sentou com o diretor do departamento para ter a avaliação do fim do primeiro ano de fellowship. Esta avaliação é feita por todos os profissionais que trabalham no setor de terapia intensiva, e ao mesmo tempo tem uma avaliação dos residentes que trabalharam com ele neste primeiro ano. Entre os profissionais que trabalham na UTI, marido foi avaliado em uma escala de 0 a 100, e ele fez 96 pontos. O diretor disse que nunca ninguém havia conseguido esta pontuação no programa. Esta pontuação não avalia apenas conhecimento médico, ela avalia também interação com os pacientes, trabalho em equipe e todos os outros detalhes da vida profissional. Entre os residente não há pontuação, mas todos o elogiaram e o consideram um ótimo professor.

    Só aí eu já tenho motivo de sobra para me orgulhar do meu ogrinho, mas não para por aí. Marido faz a diferença na vida de pacientes e não só como médico, mas como humano. Ele recebe cartas, emails, até homenagem em blog ele já recebeu, de pacientes para agradecer o cuidado dele. Histórias que nem sempre tem um final feliz para o paciente e sua família , e mesmo assim, a família se dá ao trabalho de demonstrar gratidão pelo trabalho ao qual ele é tão dedicado.

    Quando estamos em um momento fragilizado, procuramos por compaixão. Quando este momento de fragilidade é por conta de um problema médico, nós procuramos por competência. Marido teve a habilidade de juntar compaixão e competência e se transformar neste excelente profissional, querido não apenas pelos colegas de trabalho, mas também pelos seus pacientes.

    Tenho muito, muito orgulho do o que meu ogrinho tem conquistado profissionalmente. Tenho um orgulho maior ainda que ele não perdeu sua compaixão e a razão de ter se tornado médico no meio do caminho -- ele cuida da pessoa e não da doença!

Wednesday, April 9, 2014

"90 Day Fiance"

    Nos últimos tempos está um pouquinho difícil de sentar e escrever um post, mas como entraram em contato comigo com post pronto rsrsrs não tenho desculpa.

    Eu não tenho nenhum interesse ecônomico e nem nenhum contato importante. Entraram em contato comigo e me pediram para publicar aqui no blog sobre o casting da nova temporada do programa americano "90 day fiance." Eu sei que kazetes passam por aqui, então se alguém por aqui tiver interesse em aparecer na TV, lá vai uma oportunidade:


Últimos dias de casting para a 2a temporada! Buscando brasileiros(as) com noivos(as) americanos(as)!

A mulher ou homem dos seus sonhos sempre existiu, só que no exterior? Se você e o seu noivo(a) estão para se casar nos Estados Unidos, queremos estar lá! O canal americano TLC está em busca de casais para a docu-serie 90 Day Fiancé (Noivo em 90 Dias) que protagoniza o dia-a-dia de casais prestes a chegar aos EUA no Visa K-1.

Qualquer idade, etnia, e sexo! Só pedimos que seja uma das primeiras vezes que a(o) noiva(o) brasileira(o) esteja chegando nos EUA, e que seja dentro dos próximos 3 meses. Se você está interessada(o) em compartilhar sua experiência única, por favor mande um email HOJE para K1showcasting@gmail.com.


(Preferivelmente em inglês, mais aceitaremos inicialmente em português também!)
 
Boa sorte!

Thursday, March 27, 2014

Na minha opinião (4)

    Juro que este é o último post ;-)

    Já falei diversas vezes que não acredito em lugar perfeito neste mundo. Também aredito que o conceito de bom e ruim são bem ralativos, pois a percepção destes dois termos é fortemente influenciada pela nossa cultura, pelas nossas experiências de vida.

    Os EUA serve muito bem à vida que levo hoje. Sou grata por tudo que tenho e por estar aqui. Eu tenho uma experiência ótima por estas bandas, no entanto, gratidão e satisfação não me impedem de não gostar de certas coisas. Então, ainda inspirada na lista do estrangeiro, fiz minha lista do que não gosto na terra do Tio Sam. Novamente, é indiferente se estas coisas são melhores ou piores no Brasil, a lista é sobre os EUA. Vale ressaltar que moro por aqui há mais de 6 anos e que desde que me mudei para cá, eu morei em 2 estados diferentes; ambos estados localizados ao norte do país. Sobre as possíveis generalizações da lista, só conferir o que falei sobre o uso de generalizações nos últimos posts ;-)

20 Coisas que eu Odeio nos Estados Unidos da América

1. Os preços abusivos praticados pelos setores que controlam o sistema de sáude americano é uma vergonha. Eles visam um lucro muito absurdo, sem nenhum critério e sem impedimento dos orgãos competentes.

2. Licença maternidade é outra coisa pela qual o país deveria se envergonhar. Por aqui não existe um conjunto de regras específicas protegidas por alguma lei, por isso, cada empresa cria seu próprio critério. O que eu mais vejo por aqui sãos mulheres saírem de LM por 6 semanas e nem sempre são remuneradas.

3. Férias por estas bandas também não são lá estas coisas. Novamente, não há leis que regulem necessidade ou quantidade de dias de férias então cada empresa cria o critério que desejar. A média, eu acredito é de 15 dias, e muitas empresas não permitem que estes dias sejam tirados consecutivamente.

4. Por aqui, todo inverno as ruas sofrem danos por conta da neve. Por consequência, todo verão diversas vias são fechadas para poder fazer recapeamento. Eu não consigo entender como não é possível criar um asfalto que não cause todo este transtorno todos os anos.

5. Há americanos que acham que devemos americanizar os nomes estrangeiros. Se o seu nome é "complicado," adote um nome americano (comum entre orientais). Se o seu sobrenome é comprido, escolha um para ser o nome do meio e adote um para ser o seu sobrenome. Entendo que muita gente faz estas alterações por preferência pessoal, mas acho um absurdo alguém criar a expectativa de que os estrangeiros devam agir desta forma.

6. O ufanismo americano é elevado, no mínimo, a décima potência e isto pode levar a conversas extremamente entediantes.

7. Os EUA é um país bélico com cidadãos pró-armas. Mesmo que eles tenham que lidar com um número incrivelmente  alto e vergonhoso de mortes por armas de fogo, os americanos ainda acham que ter uma arma é direito básico. Afinal, está lá na constituição americana que todos tem o direito de ter armas, não importa que isto foi elaborado para a sociedade de 1780.

8. Os EUA (governo) e boa parte da população, acham que eles são os únicos capazes de garantir a paz mundial. É um tanto quanto entendiante esta ideia de super herói do mundo.

9. Americano se define, e aos outros, pela vida profissional. Carreira vai ser sempre um dos primeiros assuntos em uma roda de bate papo de pessoas que se conheceram recentemente. Eles curtem uma etiqueta criada pelo título profissional.

10. Se você está em uma cidade que não tem metrô, você está lascada. Apesar de pontuais, transporte público não cobre muitos lugares e os ônibus passam com intervalos enormes.

11. A disponibilidade de sucos em restaurantes e lanchonetes é de fazer chorar. As opções são, geralmente, água, refrigerante, chá gelado, bebidas alcoólicas e uns sucos de caixinha.

12. Eu acho que americano dirige muito mal. Eles até que seguem as regras de trânsito, mas são "bração."

13. Nos EUA, eficiência é muito valorizada, e em alguns casos ao extremo. Não gosto de ficar esperando muito por minha conta no restaurante, mas também não gosto de recebê-la no meio da refeição.

14. O governo americano vive no lema "o fim justificam os meios," e o povo vai na mesma onda permitindo um governo invasivo na premissa de manter a segurança nacional.

15. Americanos não são muito educados à mesa. Não é muito difícil  ver alguém realizar uma higienização bucal ainda à mesa, em locais públicos.

16. O conceito de limpeza por aqui costuma ser bem diferente do meu. Não acho normal dar banho na criança ou no cachorro usando a pia da cozinha; americano acha, fazem até propaganda de itens para facilitar na tarefa.

17. Esta coisa de liberdade de expressão por aqui permite muita coisa que me choca. Não acho que permitir o estímulo à violência e pré-conceito consistem em direitos, mas aqui eles são. Está aí a existência legalizada da KKK que não me deixa mentir.

18. A diferença econômica entre as classes sociais por aqui é gigantesca. Os EUA é o país industrializado com o maior número de pessoas na linha da pobreza.

19. Comercial na TV americana se resume a propaganda de medicamentos seguidos de propagandas de advogados que vão te ajudar a processar as empresas farmacêuticas.

20. A cultura de fast food e congelados é algo bem americano. É vergonhoso ver que quem recebe ajuda financeira do governo, acaba por gastar com fast food porque o acesso a comidas frescas nem sempre é fácil.

Friday, March 14, 2014

Na minha opinião (3)

    Não falei que ia ser uma série de posts? E que ainda ia me inspirar no post do estrangeiro? rsrsrsrs  

   Então que decidi montar a lista do que eu não gosto no Brasil. Como expliquei antes, algumas generalizações são inveitáveis, mas acredito que há grandes excessões para tudo. No entanto, as coisas que "odeio" são coisas que aconteceram comigo e com os que me cercam com tanta frequência, que elas se tornaram o comum. Além é claro, que existem coisas que particularmente me irritam, mas tenho certeza que não irritam um montão de gente. Vale salientar também, que nasci e cresci na região metropolitana de São Paulo, por isso, minha opinião é pela perspectiva de uma paulista. Sim, eu visitei outras cidades, mas tenho a visão superficial de turista e de leitora de jornais. Outro detalhe importante é que não vou comparar com onde moro hoje. Os meus itens são itens que EU não gosto no Brasil ou no que considero parte da cultura brasileira. Não importa como estas coisas são nos EUA ou no Japão, meu foco é o Brasil.

    Chega de enrolar rsrs
20 Coisas que Eu Odeio no Brasil.

1. O primeiro item tinha que ser a terrível e constante sensação de insegurança no Brasil. Odeio a necessidade de se cercar de muros, cerca elétrica e câmera de vigilância para se sentir relativamente segura dentro de nossa prórpia casa.

2. O trânsito paulista é insuportável e para ajudar, ainda é preciso escutar a sinfonia de buzinas dos milhões de motoqueiros que passam pelos corredores. Quase impossível manter o bom humor. 

3. Em terras tupiniquins, tudo é muito caro. Acho o preço de tudo abusivo.

4. Brasileiro adora falar mal do Brasil, muito mal. Criticar faz parte, mas quando o povo só reclama, até exageram para poder reclamar mais, a coisa fica muito cansativa.

5. O eletismo brasileiro me irrita. Muita gente prefere pagar mais pois isto os diferencia das outras classes sociais. A galera faz questão das diferenças de classes sociais. Feudalismo manda um oi! Ser top é ter babá vestida de branco e usar roupa que custa 3 vezes mais do que deveria custar.

6. No Brasil, falta profissionalismo, principalmente nas pequenas empresas e arranjos comerciais (pedreiros, domésticas, etc.) Patrão acha que faz favor ao contratar e manter empregado; empregado acha que faz favor ao cumprir a tarefa para qual foi contratado.

7. Ser dona de casa é motivo de vergonha e inferiorização no Brasil. Muita gente ainda acredita que quem passa o dia exclusivamente cuidando de uma casa e filhos passa o dia sem fazer nada.

8. Brasileiro (a) ainda é muito machista: se o homem não é o provedor, ele não é homem. Cuidar de casa é coisa de mulher. Cuidar de filhos é responsabilidade da mãe.

9. Casas sem isolamento térmico no Brasil me incomoda muito. Ou você morre de calor ou morre de frio. ODEIO.

10. Utilizar transporte público em São Paulo é entrar em uma terra sem lei. As pessoas são grosseiras, te impurram, xingam e são extremamente irracionais. Um verdadeiro show de horrores.

11. O jeitinho brasileiro, em muitos casos, é motivo de vergonha. Isto por quê, em muitas situações, o jeitinho brasileiro se traduz em levar vantagem à qualquer custo.

12. Odeio rojão mas no Brasil ele é adorado por muitos. Dia de jogode futebol é um dia infernal para mim; os rojões começam de manhã e vão até horas depois que o jogo acabou, ou seja, de madrugada.

13. Muita gente que tem bichinhos de estimação não aprenderam a recolher o número dois dos seus filhos de 4 patas. As calçadas viram um campo minado.

14. A corrupção no Brasil parece cultural e tenho a impressão que muitos a acham justificável. A corrupção brasileira se manifesta em todas as esferas e em todas as classes sociais.

15. No Brasil, a galera tem dificuladade de respeitar o espaço do próximo, não falo exclusivamente do espaço físico. Som alto que atrapalha os vizinhos é corriqueiro. Chamar a polícia é ineficiente, pois o queixoso precisa estar presente e aí gera toda uma nova disputa entre vizinhos.

16. Poucos brasileiros se envolvem politicamente e isto reflete diretamente nos nossos representantes que representam uma minoria específica.

17. Ir em restaurantes, no Brasil, é muito caro. Ir em restaurantes, que não são redes de fast food, é para poucos.

18. No Brasil, quase não se investe no intelecto das pessoas. Programas de estímulo para jovens talentos são quase inexistente. Não valorizamos nosso povo.

19. Esporte, no Brasil, é futebol. Todo o resto é marginalizado. Atletas de outros esportes são ignorados pelos patrocinadores e pela população.

20. O número de animais de rua no Brasil é assustador. Em SP, há grupos enormes de animais de rua em quase todos os cantos, sem contar os outros que vemos atropelados :(.

Tuesday, February 25, 2014

Na minha opinião (2)

    Como comentei no post anterior, também no ano passado (2013) uma lista escrita por um estrangeiro virou viral entre os brasileiros. Ao contrário do vídeo, a lista não me despertou nenhuma reação em particular. Então por que diabos resolvi escrever sobre isso? Porque os comentários e retaliações, em muitos casos, me fizeram lembrar do vídeo do post passado. Houveram muitos brasileiros que aproveitaram a oportunidade para esculhambar o Brasil, mas tive a impressão que a lista e autor, desta vez, foram mais esculhambados do que o Brasil.

    A lista foi escrita por um estrangeiro que morou (mora?) no Brasil por 3 anos. Na lista, ele cita 20 motivos por ter odiado sua estadia em terras tupiniquins. Eu concordo com tudo que ele colocou? Claro que não! O autor colocou algumas informções da qual ele não tem conhecimento concreto, um bom exemplo é o item 19 da lista. Porém acho que, no geral, ele cumpriu bem o papel a que se propôs: citar coisas que ELE não gostou no Brasil. São todas as "coisas" necessariamente ruins? Não, ele mesmo admite isso no item 17. Um outro problema que tende a me incomodar em listas como estas são as generalizações, um método que o autor utilizou em sua lista, mas admito que as generalizações que ele fez não me soaram tão absurdas.

    Eu não gosto de generalizações, corro delas, mas sei que as vezes são inevitáveis. Por exemplo, após os 35 anos de idade, as mulheres tem mais dificuldade para engravidar. Isto significa que toda mulher com mais de 35 anos vai ter dificuldade e que todas com menos de 35 vão engravidar com facilidade? Não! Isto significa que os estudos realizados apontam que um número, estatisticamente relevante, maior de mulheres com mais de 35 anos tem problemas de fertilidade. A relevância estatística se traduz na generalização. Muitas vezes, até inconscientemente, nós utilizamos este mesmo método analítico. Existem "coisas" que acontecem tão frequentemente em certas culturas, países, regiões, cidades, vizinhanças, que acabamos por ver a "coisa" como via de regra. Acredito que foi isso que aconteceu com o estrangeiro. Eu mesma, ao ler a lista concordei com diversos itens. Quero registrar também que lá no post original (o que circulou entre os brasileiros eram todos traduções) o autor inicia o texto com a explicação de que os itens "são generalizações e que as excessões são abundantes."

    Enfim, a lista não é perfeita mas o que me deixou mais intrigada foram os comentários e retaliações contra a lista e autor. Enquanto o autor fez uma comparação entre países no item 15, a maioria dos retaliadores se utilizaram desta metodologia. A lista não diz que país X é melhor; é uma lista do que ELE não gostou no Brasil. E não venha me dizer que a comparação fica subentendida no texto, porque não fica.  Existem várias coisas que não gosto e critico nos EUA e que são piores no Brasil, mas isso não me tira o direito de não gostar e criticar, ou tira? Outro detalhe importante é que no post original não há nada que indique que o autor seja estadounidense, a única certeza é que ele é estrangeiro. A afirmação de ele ser americano está presente apenas nas traduções que rodaram a internet. Mesmo assim, muitos que criticaram a lista e autor fizeram a crítica comparando Brasil e EUA.

    Já falei que não gosto das comparações que costumam fazer entre Brasil e EUA, pq na maioria dos casos são comparações levianas. Os itens da lista são facilmente comparáveis, e algumas (poucas) comparações que ví não são tão absurdas. O que acho estranho neste caso é que se estão criticando a lista por escrever sobre o Brasil, comparar os países não segue a mesma linha que se critica?  Se é para contradizer a lista, não seria um melhor argumento mostrar as falhas da lista por não retratar uma realidade brasileira? Eu acho que as comparações acabaram ocorrendo porque é difícil argumentar a lista, pois os itens não são tão surreais.

    Eu acho que a lista pode servir como inspiração, eu vou me inspirar nela para fazer as minhas listas ;-) Mas a comparação de onde é pior com países tão difrerentes beira o irracional, na minha opinião. Além do que, como a Eliana comentou no outro post, nós todos temos experiência muito diferentes, e eu acho que por conta disso é bacana ser cuidadoso com certas comparações ou avisos sobre como certas coisas são. Não por conta do que os outros vão achar, mas sim pelo que nós autores queremos representar em nossas palavras. Acredito ser importante fazer uma reflexão ao reler o que escrevemos antes de tornar público. Não necessariamente para verificar erros gramaticais, mas para se perguntar: que mensagem quero passar com este texto? Quais minhas evidências para o que estou pregando? Minha escrita é contraditória? Acho importante sermos nosso maior crítico!

    Outra coisa que achei muito chata nos comentários que li, foi o discurso de que ele é um estrangeiro que foi "recebido" pelo outro país e que ele não deveria reclamar, mas sim agradecer e blá blá blá zzzzzzzzzzzz Quer dizer que por ser imigrante eu devo fechar os olhos e a boca para o que acho errado? Que por ser imigrante eu não posso ter um olhar crítico sobre nada do que não gosto? Por ser imigrante eu devo baixar a cabeça e ficar quietinha por que meu país de origem tem problemas? Na minha opinião, uma resposta positiva para qualquer uma destas perguntas é um tipo de discriminação, pré-conceito.

    Todos nós gostamos e desgostamos de coisas diferentes. Todos nós tivemos experiências diferentes no nosso país de origem e no país que imigramos. Adoro a troca de experiência que o mundo online nos permite, mas acho que é importante ser cuidadoso na forma que nos pronunciamos nestas trocas.

    A lista do estrangeiro, em sua maior parte, não foi absurda, mentirosa, ofensiva então fiquei um pouco intrigada sobre a reação que ela provocou nas pessoas. Na lista original, ví vários estrangeiros extremistas, que comentaram com absurdos sobre o Brasil. Ví muita coisa feia por lá, então não pense que eu acho que a lista foi neutra porque foi escrita por um estrangeiro. Ser sem noção está muito além de nacionalidade. No site do post original tem a pasta Brazil hate, e tem muita coisa feia lá, de estrangeiros e brasileiros :(

    No fim, eu acho que todo debate pode ser saudável. Como comentei antes, adoro ler as experiências das pessoas em outros países. Leio muitos blogs de expatriados e leio os comentários das pessoas em outros lugares. É bacana ler as experiências principalmente para quem está iniciando sua vida de expatriado, por isso acho triste ver a galera perder a mão na hora de fazer uma crítica.