Monday, October 29, 2012

Sempre com o coração nas mãos


Esta sempre foi a realidade da minha família. Já comentei aqui que meu pai é militar certo? Hoje ele está aposentado, mas a tranquilidade que pensamos que iria vir com a aposentadoria está muito longe de ser alcançada.

Cresci em um ritmo de sempre alerta. Este é o lema da família. Meu pai não apenas trabalhava para prender os bandidos "comum" (me falta palavras para melhor expressar o termo) mas também para prender os bandidos fardados. Ele fazia parte de um grupo específico dentro da polícia militar que trabalhava disfarçado. Por conta desta carreira, foi comum desenvolvermos hábitos para assegurar nosso bem estar físico. Nossa família era constantemente ameaçada, e obviamente, meu pai também. Diversas foram às vezes, quando criança, em que eu precisava ir para escola com escolta. Em muitas outras ocasiões a equipe que meu pai trabalhva se revesava em horas de folga para manter a nossa casa e dos outros membros da equipe vigiada. Dentro do próprio quartel haviam listas espalhadas sobre os políciais que deviam ser morto, e o nome do meu pai estava sempre lá. Uma prática bem comum para intimidar àqueles que querem trabalhar correta e honestamente.

Na minha casa, horários sempre foram seguidos com muita disciplina. No entanto, sempre com o cuidado de não se criar rotina, pq com a rotina vc cria oportunidade para àqueles que querem te matar. O imprevisto sempre devia ser previsto. Se estávamos fora e íamos nos atrasar, meus pais precisavam ser notificados, não importava se eram 5 minutos de atraso, e a mesma coisa com os meus pais, eles sempre precisavam nos informar de atrasos. Marido acha isso loucura, pq lógico que trouxe este costume para nossa vida, e o ritmo continua o mesmo com os meus pais. Todos os dias eu ligo para eles no mesmo horário, se eu atraso (hoje a tolerância é maior rsrs 15 min) eles me ligam. Como antes, o imprevisto precisa ser previsto rsrs Se existe a possibilidade que vou me atrasar, aviso eles com antecedência. Marido fica enlouquecido com isso! A verdade é que da forma que crescemos, um atraso poderia significar muitas coisas, e geralmente não boas.

Minhas irmãs, eu e minha mãe aprendemos a atirar. Nossa casa sempre teve armas localizadas em pontos estratégicos para que pudessemos nos defender. Alguns podem achar isso exagerado, mas a nossa casa já foi invadida por pessoas que entraram atirando, ou seja, eles não estavam querendo nos assaltar. Temos planos para as mais diveras situações em que algo possa acontecer. Na escola, a profissão do meu pai sempre foi servidor público, ninguém podia saber que ele era policial. Aprendemos a estar sempre alerta. Somos neuróticos, de acordo com marido rsrsrs Uma amiga sempre fez piada, que ver minha família chegar em casa era como ver um grupo de ações táticas de filme rsrsrs Estamos sempre com a nossa gurada levantada. Imagine os traumas que marido criou quando foi a primeira vez ao Brasil conhecer minha família?! rsrsrs

Este sempre foi o ritmo da minha familia. Prestamos atenção em todos os carros que dirigem ao nosso redor, às pessoas que estão caminhando a nossa volta. Isso me fez uma pessoa extremamente observadora, detalhista. Sempre observo a placa dos carros (aliás, sei todas as letras do alfabeto internacional utilizado pelas polícias), observo detalhes das pessoas, características físicas e vestimentas. Preciso ser capar de identificar tudo que está a minha volta, foi assim que meu pai nos ensinou, e não sei e não quero ser de outro jeito.

Meu pai se aposentou, mudou de cidade, e nós achamos que pelo menos um pouco de nossas preocupações com ele seria amenizada. Minha avó ficou doente, ele precisou voltar para a cidade. A preocupação aumentou, claro, mas ainda achamos que seria controlável, ai começou mais uma onde de ataque aos policiais.

Para quem acompanha as notícias, viu que 85 policiais militares aposentados ou não, foram assasinados este ano. Não estou falando de policiais morto em serviço, estou falando de assassinatos. Não é a primeira vez que uma ação coordenada como esta acontece no estado de São Paulo. O PCC (facção criminosa) paga muito bem pela cabeça de um policial. Recentemente, após a morte do que se acredita ser membros da facção criminosa pela ROTA, uma nova onda de ataque foi ordenada, desta vez, nem os aposentados deveriam ser poupados. E assim tem sido, policiais de folga, civis que estão com eles e policias aposentados teêm sido assassinados dia sim dia não. O pior é que como citei anteriormente, há ainda os bandidos fardados, que estão fazendo parte deste esquema. É como o caso de um policial morto, na baixada santista, por colegas de serviço (após investigação, parece que dois policiais militares e um civil cometeram o crime, receberam 500.000 pela cabeça deste policial que vinha atrapalhando o desenvolvimento de crimes no litoral paulista). As famílias também estão sendo atacadas. Se um policial não consegue ser alcançado, algum mebro de sua familia é sequestrado para que cheguem até ele.

O pior é alguns policiais que se sentem injustiçados e desamparados pelo sistema governamental, criam grupos de extermínio e a matança está correndo solto por aquelas banda brasileira.

Eu queria muito que meu pai viesse passar meses comigo, até a poeira baixar um pouco (assentar mesmo eu não vejo que vá acontecer). Infelizmente, 12 horas de vôo não é algo que ele esteja pronto para encarar. Enquanto isso, fico aqui com o coração na mão, e ele lá, do mesmo jeito que foi a vida inteira, constantemente preocupado que ninguém da família esteja com ele quando ele for atacado. Pq este sempre foi o pensamento,  qqr vacilo ele e nós seremos atacados, por isto precisamos estar previnidos.

Eu queria absurdamente que os políticos estivessem menos preocupados com as eleições e mais preocupados com a segurança do estado.

Monday, October 15, 2012

Marido e as aulas de Português


Marido começou a ter aulas de Português :) Não é assim nenhum curso para torná-lo fluente.

É um curso para inciciantes, para ajudá-lo a se familiarizar com a língua. A idéia é que eu consiga sair de casa e deixar ele se "comunicando" com os meus pais. É super cansativo ficar posando de intérprete o tempo todo. Tem também meu sobrinho, que é doido para tentar entender o que o marido fala! Espero que a próxima viagem ao Brasil seja mais produtiva em termos de comunicação!

Ele tem apenas uma aula por semana, e o curso durará 10 semanas, com aulas de 2 horas. Marido está gostando das aulas, e volta para casa sempre empolgado com as novas palavras. Espero que dure rsrsrs

Enfim, quero falar sobre as conversas pós aula:

1. Primeiro dia de aula

M- Babes, a professora fala algumas palavras diferente de vc...

A- Como assim?

M- Por exemplo, quando ela fala "este", ela fala e"ssss"te.

A- Sua Professora é carioca??

M- Como vc sabe?!


2. Ajudando ele nos exercícios de greetings

M- Boa tarde, Aline. Como vai?

A- Babes, a gente não usa muito o "Como vai". Vc vai ouvir mais o "Tudo bem?"

M- Mas a professora está enfatizando no apenas "Como vai?"

A- Ok, mas tenha em mente que vc vai ouvir tudo bem...

M- Vc não sabe Português!! (resposta com o rosto de uma crianca de 5 anos rsrsrsrs)


3. Arriscando palavras novas comigo

M- Babes, eu tenho muiiiiiiito (ele dá uma grande ênfase no "i" rsrsrs) "dedendo de casa".

A. O quê?

M- Dedendo de casa. Homework!

A- Lição de casa?

M- Nãooooo!

A- Trabalho para casa?

M- Nãoooooooo!

A- Não faço idéia do que vc está falando.

M- Eu escrevi no meu caderno, perae que te mostro. (busca o caderno e eu leio "dever de casa")

A- Ahhhh isso é lição de casa!

M- Não a professora disse que é dever de casa.

A- Bom, em todos os meus anos de escola, eu nunca tive um professor que dissesse dever de casa, sempre foi lição de casa. Deve ser uma diferença de linguagem por conta da área onde crescemos no Brasil...

M- Estou impressionado o quanto vc já se esqueceu de Português. (Acha que virou especialista rsrsrs)


Esse meu marido me mata de rir

Thursday, October 11, 2012

Reflexões de uma adulta

Sempre falam que quando nos tornamos pais, entendemos melhor a atitude dos nossos pais. Acredito que não apenas quando viramos pais, mas o amadurecimento também nos faz entender algumas atitudes.

Todo este processo de entrar na faculdade, de novo, me trouxe memórias. Memórias tristes da primeira vez que entrei na faculdade.

E pq resumir uma história não é exatamente meu forte rsrsr Vamos ao começo :)

Eu estudei a minha vida inteira em escola pública. Aliás, da minha primeira série até o terceiro ano do segundo grau, eu estudei exatamente na mesma escola! Meus pais nunca puderam me pagar uma escola privada. Apesar de valorizarem absurdamente a edução, eles estavam muito ocupados pagando as contas para termos uma casa e o que comer.

Fazer faculdade era um objetivo que nada nem ninguém me fariam desistir. Meus pais sempre me apoiaram em correr atrás dos estudos, mas na cabeça do meu pai existia um porém, eu precisava estudar em uma faculdade pública.

Apesar de me considerar uma pessoa bastante inteligente (e modesta rsrs) eu não sou assim nenhum Einsten. E quem estudou em escola pública sabe o quanto o ensino, infelizmente, é limitado. Eu corri atrás do que podia, mas não foi o suficiente. Minha única possibilidade, mesmo entre as faculdades públicas, era passar na USP. Não havia a mínima chance de eu mudar de cidade, pois meus pais não teriam nunca como me ajudar a me manter em outro lugar. Faltou pouco para eu passar para a segunda fase na USP, mas não importa o quanto faltou, a realidade é que eu não tinha passado e pronto! E vamos para a realidade, passar a primeira fase de medicina da USP é muito mais fácil do que passar a segunda rsrsrs

Pois bem, terminei o ensino médio e a faculdade não entrava no schedule naquele momento. Então fui trabalhar. Minha primeira entrevista, foi em uma loja. Na entrevista a dona da loja me perguntou o pq eu queria trabalhar lá, e minha resposta foi a mais sincera possível: Eu queria ter estrutura financeira para poder me sustentar em uma faculdade privada. Consegui o emprego, e até hoje a minha antiga chefe (hoje minha amiga pessoal) fala que nunca teve uma funcionária tão determinada a fazer faculdade rsrsrs.

Eu também não queria fazer qualquer faculdade privada. Me desculpem, mas estava determinada a ter o meu bacharelado não apenas para ter um diploma, mas para aprender e tirar da faculdade todo o tipo de conhecimento que podia. Então encarar as Unibozo não dava. Não sou esnobe e nem desvalorizo pessoas que fizeram faculdade em qualquer instituição específica, mas para mim, ter aula de anatomia com bonecos era algo inadimissível.

Bom, uma faculdade privada boa, custa o olho da cara e mais um rim :)

Fiquei 3 anos juntando dinheiro, e estudando por conta própria nas minha horas vagas. Quando achei que tinha dinheiro suficiente para alguns meses de faculdade, eu prestei o vestibular. Meu pai não queria de jeito nenhum que eu fizesse faculdade privada. Nós não tinhamos condições de manter meus estudos. Ele acreditava que eu conseguiria entrar na USP se continuasse estudando. Talvez sim, mas já faziam 3 anos que eu estava fora dos estudos, e eu não queria deixar o tempo passar ainda mais.

Fiz o vestibular e passei. E pq sou cagada mesmo... rsrs No ano anterior ao vestibular que passei, a Universidade dava bolsa de 100% para os 5 primeiros colocados vindo de escola pública. Eu fui a primeira colocada dos estudantes de escola pública, e a nona no ranking geral. No entanto, naquele ano, eles haviam cortado a bolsa :(

Não desisti. A idéia era sofrer quando tivesse que sofrer rsrsrs Fiz a minha matrícula, e quando voltei para casa tive uma das piores discussões, da minha vida, com o meu pai. Ele estava bravo por eu ter feito a matrícula. Ele estava bravo por eu não ter esperado mais e tentando na USP. Ele estava bravo por milhões de motivos. E eu fiquei brava com ele. Ele disse para eu cancelar minha matrícula, e eu disse que não o faria. Foram horas de discussão. Por muito tempo fiquei magoada, por muito tempo fiquei ressentida, mas passou. Com o tempo ele viu que mesmo com dificuldade, eu estava conseguindo, e me formei. Minha colação de grau foi extremamente emocionante, com o meu pai e minha mãe chorando de soluçar, e lógico que eu também. Fui a primeira a me formar em minha família!

Como comentei no começo, o início da segunda faculdade trouxe estas memórias à minha cabeça. E com as memórias, as análises. Desta vez, a coisa foi tãoooo diferente. Meu pai ficou super empolgado com a idéia de eu voltar para faculdade. Ele tem um pouco de dificuldade em entender que eu não preciso escolher um curso ainda, que posso fazer matérias básicas, mas ele está dando full support, para seja la o que for.

Com a análise veio as lembranças de outras situações. Coisas que na época da minha primeira faculdade eu não levei em conta, e meu pai talvez por vergonha, nunca expressou seu real sentimento.

Anos antes de eu entrar na faculdade, minha irmã mais velha havia tentando também. Ela só conseguiu fazer um semestre, pq como ela não conseguia pagar as mensalidades, ela não pode se matricular para o segundo semestre. Meu pai tentou bolsa, tentou ajuda do governo... Ele tentou tudo que estava ao alcance dele. Ele e minha irmã foram se reunir com o reitor da faculdade, e chorando meu pai explicou toda a situção para o reitor. Meu pai disse que faria tudo para que minha irmã conseguisse estudar, mas que algumas linhas ele não estava disposto a cruzar. Como policial, todos nos sabemos que ele poderia seguir alguns caminhos não muito honestos, e nossa vida seria diferente, mas este não é o meu pai. O reitor disse que não havia nada que eles podiam fazer. Eles perdoaram a dívida da minha irmã, mas ela não pode continuar estudando. Minha irmã ficou devastada! Meu pai também.

Hoje penso na dor que meu pai deve ter sentido. Penso na frustração e na impotência que devem ter tomado conta dele por muito tempo. Aí penso o quanto o dia da minha matrícula trouxe todos estes sentimentos de volta. Ele poderia ter agido de forma diferente comigo? Com certeza, mas hoje consigo ver com clareza o quanto deve ter sido bittersweet minha entrada na faculdade. Consigo ver o quanto ele tinha medo que eu acabasse devastada como a minha irmã.

Fiz o 4 anos de faculadade. Não foram fáceis! Trabalhei os primeiros 3 anos na loja, e os horários eram bem puxados. Meu salário ia todinho para as minha mensalidades, que na verdade estava pagando parcialmente, pois havia feito financiamento. Mas nos 4 anos que estudei, mesmo com todo o medo que hoje tenho certeza que meu pai sofria, ele me apoiou no que podia. Com o tempo, ele foi vendo que eu conseguiria e que ele tinha me educado para lutar até o fim pelos meus sonhos. 

Hoje estou devidademente formada e minha irmã também. Toda a chateação e a mágoa do dia da matrícula há muito se foram embora. Eu e meu pai temos uma relação única, do tipo que foi ele quem me acompanhou na primeira visita ao ginecologista... E claro que o fato da minha matrícula não havia abalado esta relação. E hoje, após a análise mais madura e centrada rsrs Rola até um sentimento de que eu exagerei na época. Desistir não ia ser nunca uma opção, mas eu poderia ter sido um pouco mais compreensível... Oh well, é passado ;)

Tuesday, October 9, 2012

Vergonha

O conhecimento musical do marido é tão bom quanto o meu conhecimento em mecânica.


Não que marido saiba mecânica rsrsrs, é que eu precisava de uma referência de algo que eu não tenha a mínima noção :).

Voltando rsrsrs Já falei aqui que minha vida tem trilha sonora, e que de todas as bandas meu amor disparado é do U2.

Depois que marido passou a conhecer o U2, todas as músicas que escuto, ele acha que é deles.

A coisa chega a ser rídicula.


"Eu conheço essa música. É do U2 né?"

"Nãoooooooooo!!"

 Vergonha Master pelo Marido!

Pq achar que U2 e Pink Floyd é a mesma banda, é como achar que Verão e Inverno são as mesmas estações!

Monday, October 8, 2012

Reclamões

Eu tenho uma paciência de Jó, no geral hehe. Cinco anos trabalhando em loja, definitivamente, me fizeram aperfeiçoar algo que já fazia parte da minha personalidade. Mas se têm uma coisa que minha paciência fica bem pequenina é com idoso rabugento e mal educado (pessoa rabugenta no geral me estressa, mas vejo muito mais idoso rabugento, então vou falar deles).

Situação 1
Fui com a minha vizinha comer um brunch. A maioria dos restaurantes de brunch, por estas bandas, ficam lotados de fim de semana. Como não fizemos reserva, ficamos na fila esperando lugar para sentarmos. Restaurante pequeno, e funciona no estilo first come fisrt served. A fila estava bem grande, e minha vizinha e eu estávamos para o lado de fora da porta.
Pois bem, minha amiga têm uma filhinha (já comentei dela aqui, é a que fico de babá vez ou outra). Ela é uma graça, mas como a maioria das crianças de dois anos, ela não para. Ela conversa o tempo todo, e enquanto estávamos na fila, ela aproveitou para explorar lugares próximo aonde estávamos. Eis que do nada, uma Senhora (S) vira para nós e solta: (google translator ativado rsrs)
S- Vcs sabem que isto é uma fila, né?.
E- (eu e minha vizinha nos entreolhamos) Sim, sabemos.
S- Não parece, a criança não consegue ficar parada...

O que responder para uma pessoa sem o mínimo de noção? Foi o que fizemos, não respondemos nada! Com o mau humor da senhorinha, era capaz da fila virar um barraco rsrsrs   


Situação 2
A maioria das portas de comércio, na Terra do Tio Sam, tem um disposito que vc pressiona para que a porta se abra automaticamente.

Estava eu, entrando bonitinho no prédio onde trabalho, quando um senhor foi se aproximando. Meu tempo é bem apertado (gasto cada segundo que posso na cama) então eu não tinha tempo de ficar segurando a porta para ele, o que eu fiz? Apertei o botãozinho para manter a porta aberta. Estou apertando o segundo botão (são duas portas) quando o senhorzinho solta bem alto "Vejo que vc gosta de trabalhar bastante para abrir a porta para vc mesma toda manhã".
Minha gente, foi um comentário de uma ironia tão desnecessária que não consegui ficar quieta não hehehe Respirei fundo para não soltar um f* e disse "Desta forma, eu consigo ser educada e manter a porta aberta para o senhor e não me atrazar para o meu trabalho. Tenha um bom dia!"

Eu lá, exercendo a educação que minha mãe me deu e ainda tenho que escutar essa?! Eu sou super pró a respeitar os idosos e tudo mais, mas tem idoso que acha que pq é idoso, tem o direito de ser reclamão, rabugento e mal educado!! Me irrita rsrs

Monday, October 1, 2012

Escolhas

Pq meus posts sempre saem de conversas recentes rsrsrs Deixa eu falar de mais de um dos meus bate papos, o tema era: Príncipe Encantado.


From Google Images

Muitas das minha amigas que estão casando, me contam histórias terríveis de relacionamentos passados. Contam o quanto se relacionaram com tralhas até encontrarem o Príncipe Encantado com quem vão se casar..

Sempre que escuto isto penso o quanto eu sou "torta" rsrsrs Pq assim, eu namorei o Príncipe Encantado por 9 anos, e acabei me casando com um mundano rsrsrsrs Entendam que eu amo meu marido absurdamente, que o acho perfeito para mim, e que sempre soubemos que iamos acabar casados, mas ele não tem nada de Encantado :)


From Google Images. Marido está muito mais para Shrek do que para Encantado rsrs

Já ouvi de muita gente que fui sortuda, o que me perdoem, eu discordo. Eu não acho que se relacionar com pessoas "certa" seja uma questão de sorte, mas sim de escolha. Pq geralmente o acaso (ou destino o qualquer coisa que queremos acreditar) tráz pessoas à nossas vidas, mas nós só as mantemos nela se assim o quisermos! Eu sei que nem sempre é fácil se livrar de um relacionamento abusivo e que tem muita coisa envolvida. Mas o que quero dizer é que no fim, somos nós quem controlamos nossas vidas e com quem nos relacionamos. As pessoas que nos cercam estão nos cercando pq escolhemos que elas fizessem parte de nossas vidas, somos nós que nos deixamos ser tralhadas (novamente, não estou discutindo a dificuldade e problemas que nos levam a viver estes tipos de situações, e nem estou dizendo que somos culpadas por pessoas que tem personalidades tralhas, estou falando sobre a escolha de continuarmos com estas pessoas ou não ok? Melhor deixar isto claro ; ).

Já comentei várias vezes por aqui que antes do marido, eu havia saído de um relacionamento de 9 anos. Aí um monte de gente pensa que o cara devia ser um trolha, pq namoramos nove anos e não nos casamos... Que ele me enrolou e todas estas coisas que as pessoas preferem acreditar. A real da história é que se for para dizer que alguém enrolou alguém, definitivamente eu sou a culpada.

Ele é o Príncpe Encantado. Eu não tenho nada para falar de negativo dele. Ele não era perfeito, como eu também não sou, mas ele era um p* de um namorado. Minha família o adorava, meus amigos o adoravam, eu me dava super bem com a família dele... Ele me apoiava em absolutamente tudo. Me ajudava de todas as formas que qualquer namorada podia esperar. Finaceiramente ele já estava estável!! Enfim, o cara que muita menina sonharia em casar. Os noves anos ao lado dele foram anos muito bons. Ele era um amigo que eu sabia que podia contar. Aí um dia ele chegou e disse que estava na hora de tomarmos um rumo na nossa vida, e que já era tempo de nos casarmos... Quando tive esta conversa com ele, milhões de questões começaram a surgir na minha cabeça... E aí comecei a perceber que aquela pessoa maravilhosa que estava na minha vida, era um amigo maravilhoso, não o homem com quem eu queria me casar. Percebi que nossos caminhos eram diferente. Eu sinto falta dele sim, gostaria muito que a nossa amizade tivesse continuado após o relacionamento (continuou por um tempo, mas quando ele começou a namorar ela não gostou muito da idéia). Eu amava conversar com ele, amava os conselhos dele, mas no fim, descobri que não o amava como o homem que ele merecia ser amado.

Hoje em dia ele está casado, e tenho certeza que a mulher dele deve estar muito feliz, pq ele é um ótimo companheiro . 

Por mais que sempre digam que não se deve comparar relacionamentos, esta é uma proeza que não atingi rsrsrs Não que fique comparando marido ao meu ex constantemente, mas gente, depois de 9 anos de ralcionamento com uma pessoa, é impossível não pensar em coisas que ele fazia que marido não faz, ou vice versa :) E isso sempre me leva a conclusão que meu marido não tem nada de encantado rsrs

Marido é romântico. Celebramos nosso aniversário todo mês. Ele me traz mimos em dias que não estou esperando por nada... Muitas vezes vou lavar uma roupa e encontro um livro com uma dedicatória linda dentro da máquina de lavar rsrsrs Marido me apoia... Seja destino ou qqr outra coisa, sabíamos que acabaríamos casadinhos.

No entanto, marido não dá o braço a torcer... Nunca rsrsrs Nossas conversas sempre acabam pq ficamos cansados de tentar decifrar quem tem o melhor argumento rsrsrs Podemos dizer que estimulamos infinitivamente o cérebro um do outro rsrsrs Marido não mente, nem que seja para me agradar rsrsrs Já encaracolei meus cabelos e ele se rachou de rir pq disse que eu parecia um poodle :0. Marido não é muito paciente... Ele não é pró-ativo para afazeres de casa... Enfim, ele é um mundano rsrsrs Lógico que em questões que eu considero fundamental, sei que escolhi o better fit para mim. Como comentei antes, fiz todas as minhas escolhas, e sei que não casei com o Príncipe Encantado, mas definitivamente não casei com um tralha!

E muita gente me chama de louca rsrs