Friday, March 31, 2017

Atraso de fala

A fala é apenas um fator do complexo sistema de linguagem. A aquisição de linguagem é um processo cheio de marcos específicos. Como e quando cada criança atinge estes marcos são influenciados por diversos fatores individuais e coletivos. É muito difícil dizer com precisão quando cada criança deve atingir cada um destes marcos, portanto, o que existe são escalas de estimativas de quando cada marco deve ser atingido. Os distúrbios relacionados à linguagem podem afetar qualquer um dos itens relacionados ao complexo sistema e cada um destes itens podem ser afetados de diversas formas também.

Qual a melhor forma que podemos identificar se há de fato um distúrbio de linguagem nos nossos filhos? A primeira coisa, para mim, é não tentarmos nos convencer de que tudo é normal e que cada criança tem seu tempo. Eu também acho que cada criança tem seu tempo para tudo, mas quando a criança está muito fora da curva média, é importante sim os pais se aprofundarem mais nas suspeitas. Eu vejo diversas mães comentarem sobre suas suspeitas dos filhos estarem com atraso de fala e a maior parte dos comentários para estas mães são: "desencana, cada criança tem seu tempo e meu filho/sobrinho/vizinho/filho do amigo (encaixem quem quiser aqui) também demorou para falar e hoje está tudo bem." É sim reconfortante ouvir as pessoas dividirem suas histórias de sucesso. Ajuda muito saber que sua família não é única, no entanto, eu fico bem preocupada com esta história das pessoas insistirem que uma criança muito fora da curva média dos marcos da fala não têm atraso de fala. Atraso não é distúrbio e as pessoas agem como se as duas palavras fossem sinônimos. Eu costumo fazer uma analogia boba para explicar esta coisa do atraso. As pessoas recebem um convite para uma festa e no convite diz para os convidados chegarem entre 19 e 19:30. Digamos que 15% dos convidados chegaram as 20hs, como vários deles chegaram ao mesmto tempo, isso quer dizer que eles não estavam atrasados? Claro que não, não é mesmo? Qualquer um que chegou depois das 19:30 chegou atrasado. Isto é a mesma coisa quando falamos que uma criança está com atraso de fala: para a idade dela, ela está fora da curva média dos marcos. Quer dizer que a criança tem algum distúrbio de fala ou linguagem? Só quem pode nos ajudar com esta resposta são os profissionais especializados na área. Quando se diz que uma criança está com atraso de fala, a única coisa que está sendo dita é que a criança está desenvolvendo a fala em um ritmo abaixo da média, e aí cabe aos pais irem atrás para identificar se há um problema que precisa de intervenção ou não.

Toda esta introdução para falar que Pandinha tem atraso de fala. Felizmente, ele tem apenas um atraso e não um distúrbio de linguagem. É muito difícil pontuar exatamente o que está causando este atraso dele. Cientificamente, não há nenhum fator que indique que ensinar mais de uma língua vai causar atraso de fala, no entanto, é comum ver crianças bilingues que demoram um pouco mais para dominar a fala. A fala do Pandinha começou a nos dar sinais de que algo estava fora do esperado por volta dos 18 meses de idade. E sim pessoal, 18 meses é novinho, mas eles já estava expressando sinais de que a conexão entre o que ele entendia e o que eles expressava não estavam seguindo o mesmo ritmo. Conversamos com a pediatra dele e ela nos pediu para observarmos ele mais atentamente e verificar qual estava sendo a evolução dele dentro de um período de 3 meses. Dentro deste período veio a mudança para Rochester e com ela, procura de novo pediatra. Portanto, ao invés de 3 meses, nós só voltamos ao médico 5 meses depois. A pediatra conversou com a gente, novamente Pandinha fez os testes básicos de desenvolvimento e principalmente porque ele estva ficando bem frustrado por não conseguir se comunicar, a pediatra achou que talvez fosse interessante ele fazer uma avaliação mais detalhada e se algo fosse identificado, que ele começasse a receber algum tipo de tratamento. A pediatra, então, nos encaminhou para um serviço excelente que existe em todo o EUA e se chama Early Intervention.

Early Intervention é um programa oferecido pelo distrito escolar de todas as cidades do país. É um grupo multidisciplinar que trabalha com bebês e crianças antes dos 3 anos que apresentem algum tipo de atraso de desenvolvimento ou algum tipo de deficiência. O interessante do programa é que você não precisa esperar que um médico te indique para ser avaliado por uma equipe deles, não, é só colocar no Google: Early Intervention e o nome da cidade, pegar o telefone deles e você mesmo pode pedir uma visita da equipe. O serviço é 100% gratuito! Uma vez que você entra em contato com eles, eles agendam uma visita em sua casa para avaliar a criança e determinar se há de fato um atraso e ou deficiência e se a criança qualifica para receber tratamento. Eles então fazem testes muito mais detalhados com as crianças para determinar o possível problema.

No nosso caso, vieram em casa uma pedagoga, psicóloga e fonoaudióloga. Isso mesmo, eles fazem todos os testes em casa ou onde for mais conveniente para criança e família. Pandinha, felizmente, estava na média ou acima da média para quase todos os traços avaliados, portanto, foi descartado ele estar em algum espectro autista ou algum outro tipo de deficiência. As profissionais que o avaliaram de fato identificaram que havia um atraso de fala e que seria de grande ajuda para o o pequeno receber tratamento. As consultas são realizadas em nossa casa, e a pedagoga e fonoaudióloga vêm nos ver duas ou três vezes por mês. Para nosso Pandinha tudo é uma grande brincadeira, e as profissionais já são amigas dele. Estamos fazendo consultas desde Janeiro e temos visto grandes progresso. Acho difícil pontuar o quanto deste progresso é pelo tratamento e o quanto é o desenvolvimento dele mesmo, mas é um alívio saber que ele está recebendo o tratamento adequado e que ele está evoluindo.

Nos últimos 9 meses, nós escutamos muito para não nos preocuparmos e a verdade é que o atraso de fala dele nunca foi algo que nos tirou o sono, mas sabemos da importância de um diagnóstico precoce para casos de deficiências e a importância do tratamento adequado para o avanço no presente e no futuro acadêmico de um indíviduo. Estamos extremamente satisfeitos com o serviço e felizes que pequeno está recebendo a atenção que precisa!!

Wednesday, March 22, 2017

Meu orgulho

Eu tenho certeza que não digo isso suficientemente, mas eu tenho um orgulho infinito da carreira que meu marido escolheu, mesmo eu reclamando o tempo todo das longas horas que o impede de passar mais tempo com a família hehehehe  O orgullho está não apenas no que ele faz, mas também no que o levou a escolher a carreira que escolheu. 

Este é meu diário, mas este post é a história de carreira dele, para dizer o quanto tenho orgulho e o privilégio de tê-lo ao meu lado.

Meu marido imigrou do Japão para os EUA aos 9 anos de idade. Ele não falava nada em Inglês. Amigos de escola e professores se desdobraram para ajudá-lo com a língua. Coleguinhas ficavam na escola horas após as aulas para ajudá-lo com as tarefas relacionadas à língua. Meu marido se sentiu acolhido pelos seus coleguinhas e professores e conta que foi neste período que ele decidiu que queria como carreira algo em que ele pudesse fazer a diferença na comunidade. Veja bem, no Japão, meu marido era considerado um aluno problema. Ele não tinha interesse e era o terror da sala de aula. Ao se mudar para os EUA, os novos professores e os coleguinhas de classe deram à ele um novo propósito e ele passou a ser o aluno número um. 

Foi lá pelo meio do Ensino Fundamental que ele decidiu que virar médico era a melhor forma de retornar para a sociedade o que eles haviam dado à ele: cuidado, oportunidade e aceitação. Foram anos de muitos estudos até ele se formar na faculdade de medicina. Como já comentei em outro post, nos EUA você não termina o Ensino Médio e presta vestibular para medicina, não, faculdade de medicina é curso de especialização como mestrado ou doutorado. Então, antes de fazer o curso de medicina, o estudante precisa de um bacharelado. Marido é bacharel de ciências no curso de "Neuropsicobiologia e Ciência Cognitiva" (não conheço curso equivalente no Brasil então fiz tradução literal do nome).

Após se formar bacharel, vieram os 4 anos da faculdade de medicina. Ao fim do curso, ele estava inclinado a se tornar cardiologista para doenças congênitas. Pacientes com doenças congênitas tendem a ver o mesmo médico durante toda a vida, de criança até adulto e por isso marido escolheu fazer a residência médica dele na especialização de medicina adulta e pediátrica. Foram mais 4 anos e nestes anos, marido percebeu que ele não conseguiria se comprometer com apenas um órgão, o desafio para ele era trabalhar com todo o complexo sistema do corpo humano. Marido também aprendeu que não dava para ele ser cirurgião, pois ele gosta e muito da interação diária com pacientes e não das diversas horas em pé em centro cirúrgico. Nos 4 anos, ele também aprendeu que não dava para ser generalista e atender em clínica, ele se sentia extremamente entediado em fazer o atendimento em clínicas durante a residência. Ele percebeu também que trabalhar com a população pediátrica era mais satisfatória para ele e foi assim que ele decidiu fazer sua segunda especialização e se tornar intensivista pediátrico; mais 3 anos de treino. 

Não há a menor dúvida que ser médico têm vantagens, mas normalmente, quando as pessoas olham para o meu marido e minha família elas tendem a olhar e exagerar as vantagens e ignoram as desvantagens. Umas das principais desvantagens é que marido trabalha longas horas, são uma média de 70h por semana no hospital e mais infinitas horas em casa trabalhando com pesquisa, se atualizando, estudando casos etc. Nos EUA, os médicos são os profissionais que mais cometem suicídio. Entre as diferentes especialidades, os intensivistas estão no topo entre os profissionais com maior índice de esgotamento profissional: longas horas e a intensidade de lidar com pacientes e família no que provavelmente é um dos piores momentos que aquelas pessoas estão passando, obviamente tem um efeito também naqueles que cuidam destas pessoas. Alguém aí já assistiu o curto documentário "Extremis?" Está disponível no Netflix e segue profissionais e familiares em uma UTI adulta. Assistam, o documentário nos mostra um pouquinho do dia a dia dos profissionais, dos pacientes e de seus familiares dentro do, muitas vezes devastador, mundo da UTI.

Ser intensivista é desgastante físico e emocional. Marido decidiu ser intensivista pediátrico e todos os dias, quando ele chega em casa e divide seu dia comigo, eu vejo a intensidade da profissão. Famílias estão ali pois seus filhos estão em estado crítico. A gente sabe que doença e morte são parte da vida, mas a gente nunca está preparado para a fragilidade da nossas vidas e principalmente para a fragilidade da vida de nossos filhos. Os médicos não estão imunes ao que os pais passam. Há dias que marido chega em casa e choramos juntos. 

Marido escolheu a medicina para poder retornar para a sociedade o que eles fizeram para ele lá atrás, quando ele chegou no país. Ele escolheu cuidar de crianças e suas famílias em um dos seus piores momentos e cada dia que ele chega em casa com um cartão ou presente dado por pacientes e familiares, eu vejo o quanto ele está fazendo, com sucesso, o que ele determinou como meta lá quando ele era adolescente: ele está fazendo a diferença na vida destas pessoas e fazendo com que elas se sintam acolhidas como ele se sentiu. Tem como não se orgulhar? 

Friday, March 17, 2017

Havai Parte 3

Nossos três últimos dias no arquipélago Havaiano foi na ilha que é conhecida como Big Island e que na verdade é a ilha do Havaí :)

Um grande amigo de infãncia do meu marido mora lá há 7 anos e aproveitamos nossa ida ao Havaí para visitá-los. A ida para a ilha foi muito mais para estar com eles do que explorar a ilah como turistas. 

A Big Island é muito diferente de Oahu. A ilha é enorme mas as vilas que visitamos são todas de cidadezinhas minúsculas. Há vaquinhas espalhadas por todos os cantos e de verdade, o comércio fecha depois das 20hs. A paisagem da ilha também é bem diferente de Oahu, não apenas pela ausência de prédios e os os mega comércios que vemos em Oahu, mas porque parte da paisagem da ilha é um deserto. 



Chegamos na ilha na Sexta de manhã e fomo direto para a praia, simplesmente relaxar e conversar sobre as nossas vidas. Fazia alguns anos que não nos víamos. 


Durante todos os nossos os dias em Oahu, todos os dias acordávamos com a esperança de enxergarmos baleias no mar, pois esta é a temporada que elas estão por aquelas bandas. Há a possibilidade de se fazer cruzeiros em alto mar de algumas horas e encontrar com elas, mas achamos que não era uma boa ideia de passeio com o Pandinha. Pois bem, nosso primeiro dia na Big Island e fomos agraciados com uma baleia bem empolgada que deu vários pulos para a nossa felicidade.


Infelizmente nosso pequeno perdeu a baleia, ele estava ocupado recarregando as baterias.


No Sábado, nosso destino foi o Waipio Valley, um vale onde a praia é de areia preta, por conta das erupções vulcânicas. 

Masis um lugar horrível né? rsrs

Eu nunca havia visto uma praia de areia preta e fiquei encantada e ainda mais impressionada de quão macia a areia era. Queria que todas as praias tivessem areaias iguais a esta.


Ao chegar na praia, nós fomos recepcionados por uma égua selvagem e seu potrinho. Eles estavam famintos e vieram procurar comida com a gente.



Pandinha estava apaixonado pelos cavalos.



Passamos um dia fantástico, apenas apreciando a vista, conversando, curtindo a natureza e relaxando muito. Pequeno amou ficar observando as ondas e sentir os pés afundarem na areia.


No nosso último dia no paraíso, passamos a manhã e começo de tarde só sentados "preguiçando," era o dia de voltar para casa e não queríamos nenhuma grande aventura. Nos despedimos do Havaí com arco-íris e planos de voltar o quanto antes!


Monday, March 13, 2017

Havaí Parte 2

No último post eu parei quando estávamos rumo as praias que são famosas entre os surfistas. Nossa primeira parada era para ser a Waimea Beach, que é a praia número 1 entre os surfistas que visitam o Havaí, mas meu marido não estava prestando atenção nas minhas instruções e passou direto à area que dava para estacionar e ia dar muito trabalho para voltar :( Então seguimos direto para a Pipeline que recebe este nome devido as suas ondas formarem um tubo perfeito para os surfistas. As ondas quebram bem próximo a praia, então você consegue ver as ondas de pertinho!

Olha o tubo!!
No dia que visitamos Pipeline, a correnteza estava intensa, então os salva-vidas não deixavam ninguém nem se aproximar da água, inclusive os surfistas.

O mar só estava para peixe


Após algum tempo sentados apreciando o poder e beleza das ondas, nós seguimos de volta para o hotel aproveitando a vista chata que tinha pelo caminho e parando em alguns acostamentos só para apreciar o lugar maravilhoso que é Oahu.

Estrada com vista feia hehe

E a gente parou a esmo em lugares que achamos lindos!

As praias no Norte da ilha são todas bem desertas
Voltamos para o hotel e nosso pequeno ainda estava no pique e ao invés de ir para o quarto, ele quis ir brincar na água.

A água estava um gelo hehehe

No terceiro dia de exploração, começamos atendendo pedido da minha mamãe :-) Ela é meu  pai são fãs do seriado Hawaii Five-0 e minha mãe pediu foto na frente da estátua do Rei Kamehameha, que foi que estabeleceu o Reino do Havaí (o Google explica a história dele direitinho se alguém tiver intresse rsrs). No show, a estátua fica na frente do prédio onde é a sede do time do Hawaii Five-0 que na vida real é o Palácio da Justiça de Oahu. Qual não foi nossa surpresa ao chegar e descobri que eles estavam gravando no local?

Para a tristeza da minha mãe, não conseguimos ver nenhum dos atores


Mas tiramos a foto da estátua para ela :)

Do centro de, seguimos para fazer nossa trilha na Manoa Falls Trail e ver a cachoeira. Escolhemos esta trilha por ela ser relativamente curta e fácil de fazer com criança e também porque era a que nos permitia chegar perto de uma cachoeira. Tinham umas partes mais difíceis para atravessar, mas a trilha realmente foi bem tranquila e levou cerca de uma hora para percorrermos.








Após a trilha, seguimos para o Hanuma Bay State Park, que fica no lado Oeste da ilha. Olha, lugar lindo de viver! É um parque com controle de entrada, você precisa pagar estacionamento ($1) e entrada, que é de $7.50 por adulto e gratuito para crinças de menos de 12 anos. O parque é uma área de preservação de corais e antes de você poder descer até a praia, você precisa assistir um vídeo sobre o local e os cuidados ao estar na praia. O parque é super popular entre turistas e é um ponto famoso para fazer snorkel. A praia estava cheia, mas quem já passou virada de ano novo na Praia Grande no litoral sul de São Paulo hahaha Hanauma parecia bem vazia hahahahaha






A nossa ideia era ficar algumas horas no parque e depois ir visitar o Diamond Head, que é o vulcão inativo de Oahu, no entanto, pequeno estava tão feliz brincando na água que decidmos passar a tarde lá e deixar a trilha do Diamond Head para nossa próxima visita. No fim do dia, fomos presenteados com este pôr do sol.



Aproveitamos demais nossos dias em Oahu e o Havaí nos convenceu do seu título de paraíso. Uma das coisas que ví muita gente falar "mal" sobre as ilhas é sobre o custo da viagem, que tudo é muito caro. Bom, não sei onde o pessoal anda viajando rsrsrs mas o custo da viagem, exceto pela passagem aérea, não foi diferente do que normalmente gastamos em viagens para San Diego, por exemplo. E minha gente, que comida maravilhosa comemos naquela ilha!! Nós amamos peixes e frutos do mar e obviamente, tudo era delicioso e extremamente fresco por lá. Então minha gente, se vocês forem para lá, não esqueçam de explorar a culinária local que é fantástica! No próximo post, escrevo sobre nossa visita a Big Island!

Tuesday, March 7, 2017

Havaí parte 1

Comentei no post anterior que agora sou "do lar" e que isso têm seus próprios fantasmas, no entanto, este post é para falar da parte boa de não ter que trabalhar rsrsrs agora eu posso ir de acompanhante em todas as viagens de trabalho do marido hahahahaha E foi em uma destas "difíceis" viagens de trabalho, que mês passado fomos conhecer o Havaí. Eu sei que normalmente não se pensa em Havaí como um bom destino para viajar com criança pequena, mas aproveitamos muito e já estamos pensando na nossa próxima visita :) Nós ficamos 8 dias em Oahu e 2 dias na Big Island. 

Mapa do website World Atlas.com

Oahu é a ilha mais desenvolvida do Havaí, é onde fica Honolulu, a capital do estado. Têm muitas das opções de qualquer cidade grande dos EUA com o plus de toda a beleza natural do Havaí. Já a Big Island é uma ilha com clima e ritmo de cidade pequena. As praias são mais desertas, não tem prédios em canto nenhum, tem um vulcão ativo e a cidade dorme as 20h rsrsrs

A viagem de Minnesota para o Havaí foi longa, foram 4 horas até Los Angeles e de lá mais 6 horas até Honolulu. Felizmente o Pandinha está bem acostumado com avião e dormiu a maior parte da viagem. 

Pandinha carregando sua cadeirinha de carro
Estávamos preocupados de como nosso pequeno iria reagir com a diferença de fuso, mas ele ficou super bem. No primeiro dia ele dormiu a maior parte do dia, mas no segundo dia ele já estava adaptado e conseguimos aproveitar os dias bem. Nós ficamos hospedados no Hilton Hawaiian Village, que fica localizado em Waikiki. O Hilton Village é um resort. Fica bem localizado, próximo ao centro de Waikiki. Na própria vila do Hilton há um bocado de opções de restaurantes, mercado e área de compras.  

Vista do nosso quarto
O resort conta com diversas torres espalhadas pela propriedade que é gigantesca. Antes de ir, lí um bocado de opiniões no TripAdvisor e a maior reclamação do pessoal era que o hotel é muito cheio. Bom, estava rolando dois congressos na cidade no período que estava lá e realmente havia um bocado de gente, mas não achei um lotado fora do comum. As piscinas não estavam lotadas, os resturantes também não... Enfim, achei bem normal e ficaria no Hilton de novo. As Sextas-Feiras, o hotel têm show de fogos de artifício, mas demos sorte e o show na verdade ocorreu vários dias que estávamos lá, meu pequeno amou!

Uma das noites de fogos de artifício
Choveu um pouquinho em alguns dias e apesar de dias bem agradáveis, as águas das praias e das piscinas do hotel estavam de congelar, o que não foi impedimento algum para meu Pandinha que não queria sair da água.

Um começo de noite aproveitando a praia na frente do hotel.
Nós exploramos as ilhas o máximo possível levando em consideração o nosso tempo, o fato de estarmos com uma criança de 2 anos e com marido se apresentando e assistindo à um Congresso Médico. Nós visitamos algumas praias da costa Oeste, algumas praias da costa Norte e fizemos uma trilha para visitar uma cachoeira. Tem um tanto de coisas que não fizemos, inclusive visitar alguns pontos bem famosos, como Pearl Harbor, mas por hora Pandinha é muito novinho e achamos que não seria interessante para nós ir com ele para lá. Desde que pandinha chegou, nosso mantra de viagem é aproveitar o que for possível respeitando as necessidades do nosso pequeno e não apenas nossas vontades, com isso, algumas coisas ficam para trás, inclusive porque ele precisa da soneca da tarde dele e os dias acabam por ficar mais curtos no que podemos explorar. Para nós, isto não é problema algum e é por isso que viajamos um bocado com ele.

Eu usei como base de dicas, o blog da Lucia Malla para ter uma ideia de rotas de praia em Oahu. No dia que fizemos parte da costa Oeste, nossa primeira parada foi no Makapu'u Point. .

Olha a cor desta água?!
Ventava absurdo e o inverno é a época em que o mar do Havaí está mais propício para surfe do quê para nado, o que dá para perceber pelas fotos com estas ondas incríveis.

Segurando firme para o vento não levar meu pacotinho rsrsrs

Nós paramos na praia de Makapu´u para o pequenino aproveitar a areia um pouquinho. E olha, o Havaí é lindo, mas este sorriso aí da foto (que se repetiu em muitas outras ocasiões) foi o que tornou as paisagens ainda mais lindas :)


No nosso segundo dia de exploração :) Nós seguimos para a costa Norte do Havaí. Nossa primeira parada foi na cidadezinha de Halei´wa. O centro da cidade é todo preservado com construções antigas e como é considerada oficialmente uma cidade histórica desde 1984, a cidade deve manter estas suas características para sempre. Não tem fotinhos pois estávamos mega empolgados procurando uma pintura para decorar nossa casa e esquecemos de tirar fotos hahahaha

Nossa próxima parada foi a praia de Laniakea. Uma praia linda onde você têm o mar e as montanhas assim, um do ladinho do outro.


Daqui, seguimos para as praias do norte que são bem famosas entre os surfistas, mas como o post já está gigante rsrsrs falo mais sobre nossa viagem no próximo post :)

Wednesday, March 1, 2017

Tem alguém aí? Parte II

Alooooooo!! Certeza que o eco está espantando as aranhas. O meu canto está ultra mega abandonado. Depois que o blog roll sumiu, eu acabei por sumir de vez daqui. Os blogs que leio sempre foram meio que uma inspiração para eu escrever, aí você junta o tempo limitado com o sumiço dos blogs queridos, fiquei meio sem vontade de aparecer por aqui. Então deixa eu tirar um pouco do "pó." 

A vida continua com sua intensidade própria após a chegada do Pandinha. Ele está enorme. Está com 2 anos e dois meses. Quando estava grávida, todo mundo me orientava a aproveitar a gravidez porque as 40 semanas passavam rápido. Bom, eu fiquei grávida por 37 semanas que duraram 10 anos :-) no entanto, a história de que o tempo voa quando temos filhos se tornou real por aqui. É verdade que alguns dias também duram dez anos, mas os dois anos desde a maternidade parecem que passaram em um piscar de olhos. 

Ainda estou me adaptando à nova cidade. Pois é, ainda! Eu já falei por aqui, crio raízes, então mudanças para mim requer tempo para que eu me adapte. Estou oficialmente "do lar." Pretendo voltar a trabalhar sim, mas decidi que não agora. Lógico que esta decisão veio com todos seus fantasmas e também pretendo escrever sobre eles aqui. 

Estamos entrando em uma nova fase, Pandinha vai começar escola este ano, em Setembro, que é quando o ano letivo começa por aqui. Recebemos a carta de que ele foi aceito na escola que queríamos a semana retrasada. Foi uma mistura de felicidade com frio na barriga que ainda está por aqui.

Nossa casa ainda não está com cara de lar. Só agora começamos a parte dos detalhes da decoração. Aos poucos nossa casa chega lá também.

Acho que este é o geral do que rola por aqui, depois elaboro mais sobre cada coisa e também quero muito falar sobre o mundo que estamos e que tem me assustado muito. Enfim, as aranhas vão seguindo para outro canto e aos pouquinhos eu tiro todo este pó :-)